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FUTEBOLPalmeiras contesta Flamengo e Grêmio sobre partilha de receitas na Libra

O Palmeiras emitiu um comunicado oficial desmentindo Flamengo e Grêmio sobre os termos do acordo de partilha de direitos de transmissão da Libra, especialmente sobre os valores adicionais ao clube carioca.

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O Palmeiras divulgou, nesta quinta-feira (7), um comunicado oficial acusando Flamengo e Grêmio de deturpar informações em uma nota conjunta sobre a Liga do Futebol Brasileiro (Libra), publicada pela dupla na quarta-feira (6). O clube paulista apresentou uma versão divergente sobre a partilha de direitos de transmissão no contrato com a Globo, válido para o período de 2026 a 2029.

No comunicado, o Palmeiras refutou a ideia de ter assinado qualquer documento que implicasse em receitas adicionais ao Grêmio. Pelo contrário, o clube alviverde afirmou que o recente acordo com a Globo prevê que o próprio Grêmio – assim como os demais signatários – pagará um valor fixo anual ao Flamengo.

O Palmeiras enfatizou que “não participou de eventual acordo celebrado por Grêmio e Flamengo fora do âmbito institucional da Libra”. Na quarta-feira, Flamengo e Grêmio haviam divulgado uma nota declarando que “ampliarão suas participações nas receitas de audiência em relação ao modelo anteriormente proposto, assegurando receitas adicionais para ambos os clubes”. Segundo a dupla, este acordo teria sido alcançado com o consenso de todos os clubes da Libra.

A controvérsia surge dias após o Palmeiras anunciar sua saída da Libra, na terça-feira (5). A decisão ocorreu horas depois de a liga e o Flamengo oficializarem um acordo com os demais integrantes do bloco sobre a distribuição de receitas.

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Apesar de contrariado, o Palmeiras havia assinado o termo que estabeleceu o recebimento de R$ 150 milhões adicionais pelo Flamengo ao longo de quatro anos, em parcelas anuais de R$ 37,5 milhões. A presidente alviverde, Leila Pereira, manifestou-se contra o acordo, citando “atitudes predatórias” por parte do rival. Na prática, todos os clubes do grupo cederam uma parte de suas receitas para que o valor desejado pelo presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista (Bap), fosse atingido. Mesmo fora da Libra, o Palmeiras não planeja se associar à Futebol Forte União (FFU) no momento.

O aumento da receita do Flamengo na Libra tem raízes em uma disputa anterior. Ao contrário da FFU, que vendeu os direitos de TV de forma fragmentada, a Libra negociou os direitos de transmissão de seus times para uma única emissora, a Globo, por R$ 1,17 bilhão por temporada. Inicialmente, o Flamengo tentou negociar novas regras de repasse, sendo rechaçado pelos demais dirigentes da Libra. Em 25 de setembro de 2025, o clube carioca obteve uma liminar na Justiça para suspender o pagamento da Globo, tornando pública a disputa.

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A diretoria rubro-negra encontrou uma brecha no estatuto da Libra. Primeiramente, o documento assinado por todos os clubes não havia determinado o peso de cada plataforma no contrato com a emissora. Mais importante, o Flamengo argumentava que o critério para a verba vinculada à audiência era incompleto. O estatuto previa a divisão da receita da Globo na Série A da seguinte forma: 40% iguais para todos os clubes; 30% de acordo com a posição na tabela; e 30% conforme as audiências das partidas.

Para os 30% de audiência, o regimento estabelecia que a distribuição seria “calculada de acordo com a porcentagem de audiência de cada Clube Associado sobre o total dos Clubes Associados da Série A, por plataforma de transmissão ou streaming”. Como não havia determinação do peso de cada plataforma nem no estatuto da Libra, nem no contrato com a Globo, o Flamengo utilizou essa lacuna para questionar judicialmente o repasse das verbas. A negociação entre os dirigentes avançou para a arbitragem e, sete meses depois, resultou na solução atual para o problema.

Fonte: Jovem Pan

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