A proposta de delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, gerou intensa repercussão política em Brasília ao revelar detalhes de um contrato milionário envolvendo o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e a advogada Viviane Barci, sua esposa.
Conforme informações divulgadas pela coluna de Igor Gadelha, do portal Metrópoles, Vorcaro teria afirmado que o contrato com o escritório da advogada foi estabelecido com o objetivo de buscar “proximidade” com o ministro Moraes.
O acordo, supostamente firmado em fevereiro de 2024, previa pagamentos de R$ 129 milhões ao longo de três anos, em parcelas mensais de aproximadamente R$ 3,6 milhões.
A relação comercial foi encerrada após a liquidação extrajudicial do Banco Master pelo Banco Central e a subsequente prisão de Vorcaro, no âmbito da Operação Compliance Zero.
Fontes ligadas às negociações da delação indicam que o banqueiro sustenta não ter havido troca de favores ou qualquer tipo de benefício ilegal com o ministro Moraes em decorrência do contrato.
Mesmo assim, o caso elevou a pressão política sobre o Supremo Tribunal Federal e intensificou as críticas de setores conservadores, que já questionavam a proximidade entre grandes empresários e integrantes da Corte.
Em nota oficial, o escritório de Viviane Barci confirmou a existência do contrato e assegurou que os serviços jurídicos foram integralmente prestados, incluindo dezenas de reuniões e a elaboração de pareceres técnicos em diversas áreas do direito.
Nos bastidores da capital federal, parlamentares de oposição defendem a necessidade de investigações aprofundadas sobre o tema e cobram total transparência nas relações entre ministros do STF e empresários envolvidos em escândalos financeiros.
Fonte: Danúzio News





























