O senador Eduardo Girão (Novo-CE) fez um pronunciamento contundente nesta quarta-feira (25), no qual criticou a condução da acareação entre o general Walter Braga Netto e o tenente-coronel Mauro Cid, realizada no dia anterior no Supremo Tribunal Federal (STF). A audiência faz parte do inquérito que apura uma suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
Para Girão, o episódio foi mais um capítulo de uma “farsa golpista”, onde, segundo ele, a Justiça tem atuado mais como instrumento político do que como instituição imparcial. Ele questionou o sigilo imposto à acareação e o impedimento de registro de imagens, apontando que isso fere o direito de defesa e compromete a transparência do processo.
“A filmagem seria natural e até mesmo essencial para quem está buscando entender a verdade desses acontecimentos. O que se tem assistido é um justiçamento, uma tentativa esquizofrênica de sustentar uma falsa narrativa de golpe”, declarou o senador.
Girão voltou a defender a anistia dos presos pelos atos de 8 de janeiro, que ele classificou como “presos políticos”, e cobrou novamente uma resposta firme do Senado frente às decisões que, segundo ele, extrapolam os limites constitucionais por parte do Judiciário.
Além das críticas ao STF, o senador se posicionou contra o Projeto de Lei Complementar 177/2023, que aumenta o número de deputados federais de 513 para 531. A proposta foi aprovada poucas horas depois de seu discurso.
Girão questionou o impacto financeiro da medida, que trará mais gastos com salários, apartamentos funcionais, estrutura e emendas parlamentares. Segundo ele, o acréscimo de 18 novos parlamentares pode desencadear um efeito cascata nos gastos públicos, ampliando ainda mais o inchaço da máquina estatal.
“O Brasil tinha que reduzir para 300 deputados. Se, com o número absurdo que temos hoje, os gastos já são elevados, imagine com mais 18”, criticou.
O senador cearense tem se destacado como uma das vozes mais incisivas em defesa do equilíbrio entre os Poderes, questionando a ausência de limites para decisões monocráticas do STF e pedindo maior protagonismo do Senado como casa revisora da República.
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Fonte: Agência Senado






























