Menu

A NATUREZA COMUNISTA

 A metafísica do mal e a ruptura do diálogo em Olavo de Carvalho

O mestre já dizia!
CURITIBA - 23/06/01 - CADERNO G - FOTO DE ARQUIVO DE OLAVO DE CARVALHO, FILOSOFO. FOTO - ARNALDO ALVES

publicidade

                                                                 “Nunca trate um comunista com respeito, e menos ainda com amizade. Todos eles são deformidades                                                                          morais abjetas, camufladas em inocentes ‘divergências de ideias’. Eles sabem que são isso, e esse é o                                                                          motivo pelo qual só enxergam o mal em tudo. Para encobrir a gravidade dos seus crimes, só a soma de                                                                    todo o mal do mundo.” — Olavo de Carvalho, 9 de fev. de 2021.

A publicação de Olavo de Carvalho em fevereiro de 2021 resume um dos pilares centrais de sua filosofia política e pedagógica: a convicção de que o embate com o comunismo não é uma mera disputa de gestão pública ou economia, mas uma guerra espiritual e moral. Para compreender a fundamentação de sua tese, é preciso analisar três pontos-chave de seu pensamento: a “paralisia cerebral“, a ocupação de espaços e a natureza do mal.

  1. A rejeição do “divergir ético
Leia Também:  Comunistas confundem REALIDADE com ESCRAVIDÃO

O ponto de partida de Olavo é a negação de que o comunismo seja uma “ideia” legítima dentro do espectro democrático. Para ele, tratar o comunista com o respeito reservado a um adversário intelectual comum seria um erro categórico.

Na visão do filósofo, o comunismo não busca a verdade, mas o poder absoluto através da destruição dos valores judaico-cristãos. Portanto, o que o senso comum chama de “divergência de ideias” seria, na verdade, uma máscara retórica. Ao rotular o interlocutor como uma “deformidade moral“, Olavo retira a possibilidade de debate dialético, transformando a relação em um estado de legítima defesa moral.

  1. A tese da projeção e da culpa

Olavo afirma que os comunistas “enxergam o mal em tudo” para encobrir seus próprios crimes. Essa tese se baseia em uma leitura psicológica e histórica:

Histórico: Ele frequentemente citava o “Livro Negro do Comunismo” e as vítimas dos regimes totalitários como prova de que o sistema é intrinsecamente criminoso.

Psicológico: Ele defendia que, para manter a militância, o indivíduo precisa projetar no “outro” (o burguês, o conservador, o sistema) toda a maldade que a ideologia pratica, criando um mecanismo de defesa coletivo.

  1. O isolamento como estratégia de preservação
Leia Também:  A cruz sob ataque: o veneno comunista na Igreja

Ao aconselhar que não se tenha “amizade” com comunistas, Olavo fundamenta-se na ideia de que o convívio social íntimo gera concessões morais. Em sua obra, ele frequentemente alertava sobre a ocupação de espaços (conceito derivado de Antonio Gramsci, mas reinterpretado por ele), onde a convivência amigável levaria o conservador a aceitar gradualmente premissas revolucionárias por “polidez“.

Não se pode lutar contra o que se tenta agradar.” — Este era o espírito por trás de sua retórica agressiva.

Conclusão

A tese de Olavo de Carvalho presente nesta postagem é a de que o comunismo é uma patologia da inteligência e do caráter. Ao sugerir o desprezo e o isolamento social do militante de esquerda, ele propõe uma “muralha sanitária” mental. Para seus seguidores, essa postura é vista como coragem moral; para seus críticos, é o fundamento da polarização extrema e da desumanização do adversário político.

Independentemente da interpretação, o texto revela a essência do “Olavismo“: a política subordinada à moral absoluta, onde o compromisso com o adversário é visto como uma traição à própria alma.

Redação Portal Acre Conservador

Imagem: reprodução internet

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade