Menu

A DIREITA À DERIVA

Entre a ambição pessoal e o risco de perder a consolidação conservadora no Acre

O comportamento dos defensores do pensamento da direita conservadora parece não ser diferente dos seus opositores que querem o Poder para si.

publicidade

O cenário político acreano para 2026 apresenta uma dualidade perigosa. Se por um lado a rejeição ao projeto lulopetista é uma realidade consolidada, por outro, o campo que deveria proteger os valores da família, da liberdade econômica e da propriedade privada parece estar mais preocupado com o próprio umbigo do que com o destino do estado.

O fim da era PT e a força do bolsonarismo

Duas certezas podem ser cravadas hoje no solo acreano:

  • O PT não ganha nada: O modelo de gestão da extrema-esquerda (PT, PCdoB, PSB, PSOL e Rede) foi sepultado pela memória do eleitor que não quer o retorno do paternalismo opressor.
  • A Força de Direita Nacional: Se confirmado como candidato, Flávio Bolsonaro deve herdar quase a totalidade dos votos que o pai, Jair Bolsonaro, recebeu em 2022 no Acre, reafirmando que o DNA do nosso povo é conservador.

No entanto, ter um eleitorado de direita não garante, por si só, uma gestão de direita. É aqui que mora o perigo.

Projetos pessoais vs. valores coletivos

Leia Também:  Colômbia: direita e esquerda avançam ao segundo turno presidencial

O que se observa nos bastidores é a deterioração de um projeto que poderia garantir décadas de prosperidade e liberdade. Em vez de união em torno de princípios — como o Estado não intervencionista e a educação sem ideologia — o que vemos é uma guerra de egos.

As ambições pessoais estão se sobrepondo ao interesse da maioria. O pensamento “farinha pouca, meu pirão primeiro” parece ter contaminado lideranças que deveriam ser exemplos de desprendimento. Enquanto políticos se digladiam para ver quem orbita mais perto do poder, a pauta da independência financeira do cidadão (libertando-o das transferências de renda que escravizam o voto) fica em segundo plano.

As “moscas” mudam, mas o monte é o mesmo

A crítica é dura, mas necessária: para muitos que hoje se dizem “de direita”, a prática política continua sendo a mesma da velha esquerda. Muda-se o discurso, mas mantém-se a mão paternalista que quer o cidadão dependente.

“Parece que as moscas podem mudar, mas vão continuar pousando no mesmo monte fecal.” Essa frase resume o sentimento de frustração do eleitor consciente. Se a classe política não entender que a política deve ser um jogo onde a sociedade ganha — e não apenas o parlamentar ou o governante —, o Acre corre o risco de ver sua “onda conservadora” se transformar em apenas uma troca de nomes, sem mudança real de sistema.

Leia Também:  Por que a curva de Lula inverteu e Flávio Bolsonaro ascendeu

A direita acreana está longe de entender que a verdadeira liberdade nasce da renúncia ao poder absoluto. Se continuarem cuidando apenas de seus “pirões” individuais, os grandes perdedores serão justamente os cidadãos que mais poderiam ganhar com um estado enxuto, livre de ideologias e focado na livre iniciativa.

Resta saber se seus políticos também o são realmente conservadores, ou se são apenas oportunistas de ocasião.

Redação | Portal Acre Conservador
Foto: reprodução internet

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade