Menu

🌱 LUZ NO FIM DO TÚNEL

Proposta de Coronel Ulysses avança contra “embargos automáticos”

⚠️ PLD 318/2025 busca garantir segurança jurídica aos produtores no Acre contra sanções arbitrárias de IBAMA e ICMBio
Deputado Federal acreano, Coronel Ulisses (PL/AC)

publicidade

A ofensiva parlamentar no campo

O Projeto de Decreto Legislativo PDL 318/2025, apresentado pelo deputado federal Coronel Ulysses (PL-AC), foi aprovado pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara. A medida representa um passo decisivo para suspender embargos ambientais automáticos, apreensões de bens e bloqueios de atividades rurais no Acre — práticas, segundo o parlamentar, que penalizam injustamente pequenos produtores, assentados e famílias agroextrativistas.

A proposta visa invalidar atos normativos emitidos por órgãos ambientais federais — especialmente a IBAMA e o ICMBio — como a Instrução Normativa 8/2024, IN 15/2023 e a Portaria 130/2023, que permitiram a aplicação de embargos e sanções de forma automática, sem contraditório, sem ampla defesa e sem análise individual de cada caso.

⚖️ Justiça e segurança jurídica como pilar

Segundo Ulysses, os embargos automáticos representam um “excesso regulatório” que sufoca o setor produtivo acreano e compromete a segurança jurídica no campo. A justificativa da proposta indica que não há contestação à proteção ambiental — o que se questiona é a aplicação coletiva, desproporcional e sem garantias legais de defesa.

Na visão conservadora defendida pelo parlamentar, a lei e o Estado devem proteger o direito à propriedade e ao trabalho honesto, garantindo que quem produz para alimentar o país não seja vítima de medidas arbitrárias.

O PDL 318/2025 — se aprovado em plenário — deverá impedir que novas sanções sejam impostas com base nesses atos normativos, mas não anula autos de infração individualizados ou penalidades já justificadas tecnicamente.

Leia Também:  Antônia Sales destaca protagonismo feminino e defende governadora Mailza Assis durante sessão na Aleac

🏞️ Contexto recente — embargos em crescimento

Dados públicos apontam que, entre 2023 e 2025, o IBAMA aumentou em cerca de 81% os autos de infração relacionados à flora na Amazônia, 63% nas multas e 51% nos embargos em comparação ao triênio anterior.

Para grupos como o ICMBio, a fiscalização intensificou embargos e autos de infração em unidades de conservação federais — cenário que, segundo defensores do PDL, acaba atingindo também propriedades privadas ou assentamentos em situação de regularidade burocrática, causando insegurança e prejuízos graves.

Especialistas ouvidos por veículos regionais criticam o uso de embargos genéricos e automáticos, sem análise concreta de cada propriedade, o que termina por penalizar injustamente quem vive do campo. Para muitos, a abstinência de critérios técnicos e a adoção dos “autos automáticos” equivalem a uma forma de agravar a crise agrária e provocar insegurança entre pequenos produtores.

🔜 Próximas etapas e tensão institucional

Com a aprovação na Comissão de Agricultura, o PDL segue para análise nas comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e de Constituição e Justiça (CCJ). Só depois poderá ser submetido à votação em plenário da Câmara.

Leia Também:  Inscrições do Qualicafé são prorrogadas

Nos bastidores, o avanço da proposta reacende o confronto entre bancada ruralista de Norte e Centro-Oeste e a chamada “indústria das multas ambientais”: setores ligados a ONGs internacionais, órgãos federais de fiscalização e burocracias ambientais que, segundo críticos, fomentam regulamentações que inviabilizam a produção e o uso da terra.

Para defensores do PDL 318/2025, essa é uma batalha essencial pela recuperação da justiça, da dignidade dos produtores e da soberania regional — um redirecionamento necessário entre o meio ambiente, a propriedade privada e os direitos fundamentais.

✅ O que está em jogo

✅ Defesa da propriedade e do trabalho rural legítimo, com segurança jurídica.

✅ Fim de penalizações coletivas e arbitrárias sobre produtores que dependem da terra para viver.

✅ Proteção do pequeno e médio produtor contra sanções automáticas — exigência de análise caso a caso.

✅ Equilíbrio entre preservação ambiental e desenvolvimento sustentável de forma justa e proporcional.

Para o Acre, um Estado onde a produção rural e extrativista tradicional é parte vital da economia e da cultura, o PDL representa a esperança de retomar a normalidade produtiva e o respeito aos direitos daqueles que vivem da terra.

Reportagem Portal Acre Conservador
Com informações de Câmara dos Deputados / Serviços e Informações do Brasil / Notícias / ac24horas.

 

 

 

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade