🇦🇷 Austeridade que produz resultados
No primeiro semestre de 2025, a taxa de pobreza urbana na Argentina caiu para 31,6%, segundo dados oficiais do INDEC — o menor nível desde 2018.
Esse recuo representa uma queda de 6,5 pontos percentuais em relação ao segundo semestre de 2024 (38,1%) e uma diminuição de impressionantes 21,3 pontos percentuais em comparação ao mesmo período de 2024 (52,9%). A indigência também recuou, para 6,9%.
Esses números são celebrados pelo governo do presidente Javier Milei, que aposta que sua política liberal radical — com cortes profundos no aparelho estatal, redução de subsídios e reestruturação do orçamento — está reconstruindo a “musculatura” econômica da Argentina.
⚖️ Ajustes duros, inflação em queda e controvérsias
Desde que assumiu, Milei aprovou o Decreto 70/2023, um megadecreto que buscou dar ao governo poderes robustos para empreender reformas estruturais no Estado argentino.
Ao longo de 2024, os cortes foram severos: ministérios foram extintos, ~34 mil cargos públicos foram eliminados e subsídios foram reduzidos drasticamente.
O reflexo mais imediato apareceu na inflação: saiu de níveis estratosféricos (acima de 200% ao ano) para patamares mais moderados — no primeiro semestre de 2025, a inflação acumulada foi de cerca de 15,1%, e a cesta básica total subiu 10,1%.
Esse controle de preços permitiu que os salários reais e rendimentos familiares superassem o ritmo de aumento dos custos básicos, fortalecendo o poder aquisitivo.
No entanto, mesmo com os ganhos estatísticos, há críticas e alertas. Alguns especialistas ressaltam que os cortes severos afetaram serviços públicos essenciais, aumentaram precariedade no emprego formal e impuseram sacrifícios econômicos e sociais imediatos.
🇧🇷 Comparativo com o Brasil: cortes superficiais e manipulação de dados
Enquanto isso, no Brasil observamos uma prática distinta: muitos governantes evitam cortes estruturais profundos e recorrem a artifícios estatísticos para mascarar os números reais. Um exemplo disso é a política de Bolsa Família / Auxílio Brasil, que impede que beneficiários trabalhem ou acumulem rendimentos que os retirem da condição de “desemprego” — ou seja, esses cidadãos deixam de ser contabilizados nas estatísticas oficiais.
Segundo os últimos dados oficiais, mais de 20 milhões de famílias são beneficiárias desses programas, com valores médios pagos entre R$ 600 e R$ 900, dependendo da composição familiar. (Dados públicos recentes do governo federal)
Esse tipo de política mina a transparência: o desemprego “caído” nas estatísticas brasileiras muitas vezes esconde deslocamento para a informalidade ou dependência de programas assistenciais. Enquanto isso, governos como o argentino optam por cortes radicais e ajustamento fiscal duro — ainda que doloroso — e colhem resultados mais visíveis no controle de preços, recuperação da confiança e crescimento econômico sustentável.
📢 A experiência argentina sob o governo Milei demonstra que a austeridade determinada e sem maquiagem pode gerar recuperação real. As reduções na pobreza e na inflação não aparecem por manipulação de estatísticas, mas como resposta a medidas duras de ajuste fiscal.
No Brasil, onde programas assistencialistas e manipulação estatística diluem a percepção da realidade social, é urgente reivindicar coragem política para romper ciclos de gasto irresponsável, priorizar o equilíbrio fiscal e permitir que o crescimento econômico nazça da liberdade e não da dependência estatal.
🔎 O Portal Acre Conservador continuará acompanhando os efeitos dessas políticas liberais e suas repercussões regionais e nacionais. Fique conosco e acesse sempre para análises que revelam o que muitos tentam esconder.
Reportagem | Portal Acre Conservador
*Com informações de Danúzio News / El País / Exame / CNN Brasil / Le Monde / Infomoney / Reuters / AP News / The Guardian.






























