Menu

QUEM, EU?

Banco Genial citado na Operação Carbono Oculto

PF investiga fundos ligados a PCC e aponta atuação de instituições financeiras no esquema de lavagem bilionário.
Banco Genial, conhecido pelas pesquisas Quaest, se diz surpreso com menção na Operação Carbono Oculto, Foto: reprodução site Danúzio News.

publicidade

Banco Genial se diz surpreso com menção na Operação Carbono Oculto

O Banco Genial, instituição financeira paulista com sede na Avenida Faria Lima, se manifestou nesta quinta-feira (28) sobre sua citação na Operação Carbono Oculto, deflagrada pela Polícia Federal para desmantelar um esquema bilionário de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A operação investiga fraudes no setor de combustíveis e envolve mais de 1.400 agentes em oito estados.

Em nota oficial, o banco expressou surpresa e indignação, afirmando que tomou conhecimento da operação unicamente pela imprensa e que, até o momento, não recebeu qualquer notificação oficial sobre a existência de procedimentos investigativos que o envolvam, seja direta ou indiretamente. A instituição reiterou seu compromisso com elevados padrões de governança corporativa, ética e compliance regulatório, em estrita observância à legislação e regulamentação aplicáveis. Além disso, o banco afirmou estar à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários e repudiou veementemente qualquer ilação infundada que possa macular sua reputação e a de seus colaboradores.

Leia Também:  O Brasil está se socializando silenciosamente

A Operação Carbono Oculto identificou movimentações financeiras ilícitas que somam R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024, com destaque para a atuação de fintechs e o uso de fundos de investimento para ocultação de patrimônio. O Banco Genial é mencionado em documentos da investigação, especificamente no que se refere ao fundo Radford, que teria sido utilizado para transações suspeitas. Em resposta, o banco anunciou a renúncia à gestão do fundo, destacando que o Radford foi originalmente estruturado por outros prestadores de serviços e transferido ao Genial em agosto de 2024. A instituição afirmou ter promovido as devidas diligências antes de assumir a gestão do fundo e que, a partir daquele momento, o fundo passou a operar nos termos do regulamento do banco. O Genial ressaltou que tomou a decisão de renunciar à prestação de serviços ao fundo enquanto o caso é esclarecido.

O Banco Genial é conhecido por financiar pesquisas realizadas pelo Instituto Quaest, que são frequentemente veiculadas em veículos de comunicação de grande circulação, como o Jornal Nacional. Essas pesquisas abordam temas como avaliação do governo, percepção do mercado financeiro e análise de temas específicos relacionados à política nacional. A citação do banco na Operação Carbono Oculto levanta questionamentos sobre possíveis vínculos entre instituições financeiras e organizações criminosas, embora a instituição tenha negado qualquer envolvimento em atividades ilícitas.

Leia Também:  ONG ligada ao PT recebe R$ 19 milhões do governo

Até o momento, não há confirmação de prisões ou outras medidas legais contra o Banco Genial. A investigação continua em andamento, com a colaboração de diversos órgãos de segurança e fiscalização.

A Operação Carbono Oculto é considerada uma das maiores ações contra o crime organizado no Brasil, com implicações significativas para o setor financeiro e a política nacional.

Reportagem | Portal Acre Conservador
Com informações de Danúzio News / UOL Economia / CNN Brasil

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade