🛡️ Generais brasileiros assumem postos em Pequim
O governo federal, por meio do Decreto nº 12.480, de 2 de junho de 2025, designou pela primeira vez oficiais-generais das Forças Armadas como adidos militares na Embaixada do Brasil em Pequim. A medida rompe a tradição de exclusividade dos EUA como destino de altos oficiais e gerou críticas de setores políticos, militares e acadêmicos.
O decreto fixa a lotação dos seguintes oficiais na China:
- Um oficial-general do Exército como adido de defesa e do exército;
- Um contra-almirante da Marinha como adido naval;
- Um coronel da Aeronáutica como adido aeronáutico.
⚠️ Preocupações estratégicas e diplomáticas
Críticos destacam que a aproximação com a China, em meio a tensões comerciais com os EUA — que recentemente impuseram tarifas de 50% sobre produtos agrícolas brasileiros — pode ser vista como retaliação imprudente.
O deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB) protocolou requerimento ao ministro da Defesa, José Múcio, questionando critérios de escolha dos oficiais, objetivos da missão e impactos nas relações com os EUA.
Analistas militares também alertam para desafios técnicos. Um suboficial da Marinha afirmou à Revista Sociedade Militar que a adaptação às doutrinas e tecnologias chinesas exigiria décadas, devido à predominância de padrões e equipamentos norte-americanos no Brasil.
“Uma mudança exigiria décadas de adaptação, com incompatibilidade de sistemas e dependência de manuais em inglês”, destacou.
💸 Custos elevados e questionamentos econômicos
A missão em Pequim também gera debate sobre gastos públicos. Segundo levantamento da Gazeta do Povo, manter um adido militar em países como a China pode custar até R$ 300 mil por mês, considerando soldo, indenizações e benefícios. Com dois generais e três oficiais superiores, o gasto anual pode ultrapassar R$ 3,5 milhões por oficial, gerando questionamentos sobre a justificativa econômica da operação.
🇺🇸 Repercussão internacional
A decisão ocorre em momento delicado, com os EUA reagindo à aproximação do Brasil com Pequim. O senador americano Tom Cotton solicitou à CIA investigação sobre influência chinesa no agronegócio brasileiro, classificando o país como um potencial “instrumento geopolítico” de Pequim.
Críticos afirmam que a medida pode comprometer a parceria militar histórica com os EUA, sem garantias claras de benefícios estratégicos com a China.
💬 Especialistas alertam que a decisão exige cautela: segurança nacional, custos e alinhamento geopolítico devem ser ponderados antes de mudanças arriscadas.
Reportagem | Portal Acre Conservador
*Com informações de Jovem Pan































