Um novo estudo da consultoria AP Exata, encomendado pela Fundação Astrojildo Pereira, revela um padrão claro entre os brasileiros de 16 a 30 anos: quanto mais amadurecem, mais se afastam da esquerda. O apoio a ideias progressistas começa forte na adolescência, mas diminui drasticamente com a entrada na vida universitária e no mercado de trabalho, quando a política deixa de ser movida por utopias e passa a exigir soluções práticas.
Entre os adolescentes de 16 a 18 anos, o apoio à esquerda chega a 44,5%, motivado por engajamento emocional e visual, influenciado por memes, cultura pop, TikTok e influenciadores digitais. Mas o discurso é raso, mais próximo de modismos digitais do que de militância fundamentada.
Aos 19 anos, a realidade começa a pesar. A esquerda ainda lidera com 33,7%, mas o centro cresce (17,6%) e a direita também avança (21,8%), especialmente entre jovens que rejeitam o que chamam de “exageros progressistas” e buscam ordem, meritocracia e valores familiares. O ceticismo também cresce, como reflexo de frustrações com instituições e promessas não cumpridas.
Na faixa de 25 a 30 anos, a mudança se consolida: a esquerda desaba para 18,9%, enquanto o centro lidera com 27,4%. A direita se mantém estável (17,6%) e o ceticismo chega a 25,2%. A militância ideológica perde força frente às pressões da vida real: contas, trabalho, segurança e saúde emocional. A ideia de “mudar o mundo” é substituída por sobrevivência e estabilidade financeira.
Segundo o relatório, a juventude não abandona a política, mas passa a exigir coerência e resultados, algo que a esquerda, envolvida em narrativas emocionais, fracassa em oferecer.
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Reportagem | Portal Acre Conservador
* Com informações da Brasil Paralelo




























