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MPAC recebe organização de mulheres indígenas para diálogo institucional

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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio da Corregedoria-Geral, recebeu nesta quarta-feira, 18, representantes da Organização de Mulheres Indígenas do Acre, Sul do Amazonas e Noroeste de Rondônia (Sitoakore), em reunião voltada ao fortalecimento do diálogo institucional com os povos indígenas do estado.

Durante o encontro, os representantes da organização apresentaram a atuação da Sitoakore, que desde 2005 trabalha pelo fortalecimento da organização indígena na Amazônia e pelo reconhecimento do papel ativo das mulheres indígenas dentro e fora das aldeias. Com presença em 10 municípios da região, a entidade representa 18 povos, distribuídos em 37 terras e 458 aldeias, desenvolvendo atividades nas áreas de saúde, educação, cultura, segurança alimentar, mudanças climáticas, artesanato, uso de plantas medicinais e atuação de parteiras tradicionais.

A reunião também foi oportunidade para apresentação de uma proposta de termo de cooperação com o MPAC, visando ações conjuntas de orientação jurídica, mediação de conflitos, apoio em denúncias, capacitação, articulação com órgãos públicos e fiscalização de políticas voltadas às mulheres indígenas.

A coordenadora geral da Sitoakore, Gemina Brandão Xiu Shanenawa, enfatizou a importância da aproximação com o MPAC. “Nosso objetivo é demandar políticas públicas e buscar apoio institucional junto ao MPAC, para que possamos construir políticas voltadas às mulheres indígenas no Acre e aos povos indígenas de forma geral. Acreditamos que a elaboração de um termo de cooperação será um caminho importante para fortalecer essas ações, tanto dentro quanto fora dos territórios indígenas”, afirmou.

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O corregedor-geral do MPAC, procurador de Justiça Álvaro Luiz Araújo Pereira, destacou a instituição como um espaço de escuta e promoção de direitos. “Recebo com muita satisfação, mais uma vez, representantes das comunidades indígenas do nosso estado, que vieram em busca de parcerias e de um Ministério Público que seja resolutivo e contribua para a afirmação de seus direitos. Eles vêm em busca de cidadania, e aqui é uma casa de cidadania”, declarou.

Fotos: Diego Negreiros

Fonte: Ministério Publico – AC

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