Levantamento de 2023 revela queda nos matrimônios civis e aumento nas dissoluções, com impacto na duração dos relacionamentos e na faixa etária dos cônjuges.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou dados recentes que traçam um panorama das mudanças na dinâmica conjugal do país. O levantamento de 2023 indica uma redução no número de casamentos civis e um aumento nos divórcios, acompanhado de alterações significativas no perfil etário das pessoas que oficializam a união.
Em 2023, foram registrados 940,8 mil casamentos civis no Brasil, representando uma queda de 3% em relação aos 969,7 mil contabilizados em 2022. Paralelamente, o número de divórcios concedidos atingiu 440,8 mil, um aumento de 4,9% em comparação com os 420,1 mil registrados no ano anterior. A média nacional apontou para 47,4 divórcios a cada 100 casamentos entre pessoas de sexos diferentes.
O tempo médio de duração dos casamentos se manteve em 13,8 anos, mesmo patamar registrado em 2022. Em 2010, essa média era de aproximadamente 16 anos. A maioria dos divórcios (81,8%) foi decidida judicialmente, em primeira instância, e quase metade das separações (46,3%) envolveu famílias com filhos menores de idade.
A pesquisa também revela uma tendência de aumento na idade em que as pessoas se casam. Entre as mulheres, o percentual de casamentos com 40 anos ou mais subiu de 8,2% em 2003 para 25,1% em 2023. Entre os homens, o número saltou de 13% para 31,3% no mesmo período.
A gerente da pesquisa, Klívia Brayner, ressalta que os números se referem apenas aos registros de casamentos civis e divórcios, não abrangendo as uniões estáveis. Ela pondera que a queda nos casamentos não implica necessariamente uma diminuição nas uniões, mas sim uma possível mudança nas formas de relacionamento e oficialização. Em 2023, a idade média dos divorciados foi de 44,3 anos para os homens e 41,4 anos para as mulheres.
Fonte: Brasil Paralelo – Fotos:




























