🇧🇴 Fim de uma era: Bolívia elege Rodrigo Paz e vira a página do socialismo
A Bolívia deu neste domingo (19) um passo histórico ao eleger Rodrigo Paz, senador de centro, como novo presidente do país. Com 54% dos votos, Paz superou o ex-presidente conservador Jorge “Tuto” Quiroga, que obteve 45% no segundo turno, segundo dados oficiais do Tribunal Supremo Eleitoral (TSE), com 98% das urnas apuradas.
O resultado, considerado “irreversível” pelo presidente do TSE, Oscar Hassenteufel, encerra um ciclo de quase duas décadas de domínio da esquerda liderada por Evo Morales e seu Movimento ao Socialismo (MAS) — período marcado por estatizações, aparelhamento estatal, perseguições políticas e isolamento internacional.
Não dá pra dizer que foi uma limpeza política, porque políticos de centro sempre são dados a “ajustes” e “condicionamentos” que não correspondem a uma ruptura com a extrema-esquerda, além de serem os governos mais suscetíveis à corrupção. Mas é um caminho que mostra que o povo boliviano não quer mais saber da esquerda.
🤝 “Tempo de reconciliação”, diz o novo governo
Ao lado do vice-presidente eleito, Edman Lara, Paz agradeceu ao povo boliviano e destacou que o novo governo buscará unidade nacional e estabilidade institucional.
“É tempo de nos unirmos, é tempo de nos reconciliarmos. Acabaram-se as cores políticas”, disse Lara em Santa Cruz.
Ambos prometeram restaurar o diálogo com os Estados Unidos, interrompido desde 2008, quando Evo Morales expulsou o embaixador americano sob acusações de ingerência. Analistas avaliam que o gesto será simbólico, marcando a retomada do alinhamento boliviano ao Ocidente e o afastamento do eixo bolivariano.
💸 Crise econômica e herança do populismo
Entre os desafios do novo governo está reverter a crise econômica profunda que atinge o país após anos de políticas populistas, subsídios insustentáveis e gestão ideológica das estatais.
A Bolívia enfrenta inflação alta, desvalorização cambial, escassez de combustíveis e fuga de capitais, quadro que o novo governo promete enfrentar com liberalização econômica e eficiência administrativa.
Economistas locais apontam que Rodrigo Paz deverá buscar investimentos externos e reformas estruturais, aproximando-se de modelos de sucesso como o Chile e o Paraguai.
🗣️ Reações e expectativa regional
A vitória de Paz foi recebida com otimismo por lideranças liberais da América do Sul, que enxergam na eleição um sinal de desgaste do socialismo na região.
Para observadores internacionais, o resultado reflete o esgotamento do discurso populista e a vontade popular de resgatar a liberdade econômica e política.
“A Bolívia pode voltar a ser exemplo de crescimento e estabilidade se abandonar o legado intervencionista do MAS”, destacou o analista internacional Sebastián Molina.
Reportagem | Portal Acre Conservador
*Com informações de Jovem Pan


























