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Registro genealógico na suinocultura brasileira cresce e ultrapassa 340 mil emissões em 2025

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O registro genealógico de suínos no Brasil apresentou crescimento significativo em 2025. Dados divulgados no Relatório SRGS 2025, elaborado pelo Serviço de Registro Genealógico dos Suínos (SRGS), ligado à Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), mostram que foram emitidos 340.762 registros ao longo do ano.

O volume representa um aumento de 20,83% em comparação com 2024, indicando avanço na estrutura de controle genético da suinocultura nacional e maior organização da atividade produtiva.

Segundo o levantamento, o crescimento acompanha a transformação do setor, cada vez mais orientado por dados, eficiência produtiva e rastreabilidade, fatores considerados fundamentais para ampliar a competitividade da suinocultura brasileira.

Animais cruzados lideram volume de registros

O relatório aponta que os animais cruzados concentraram a maior parte dos registros emitidos em 2025.

A distribuição ficou da seguinte forma:

  • 59,33% — animais cruzados
  • 37,05% — animais puros de origem
  • 3,62% — animais puros sintéticos

Entre as raças puras, Large White e Landrace foram as que registraram maior número de emissões ao longo do ano. Essas duas raças têm papel importante nos programas de melhoramento genético e são amplamente utilizadas na formação das linhagens maternas e paternas da suinocultura brasileira.

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Santa Catarina lidera registros no país

Na análise por estado, Santa Catarina aparece como líder nacional na emissão de registros genealógicos em 2025, concentrando 32% do total.

Outros estados com participação relevante foram:

  • Minas Gerais
  • Paraná
  • Mato Grosso do Sul
  • Mato Grosso
  • Goiás

Essas regiões possuem forte presença de granjas comerciais e programas estruturados de melhoramento genético, o que contribui para o elevado volume de registros.

Importação de suínos reforça diversidade genética

O relatório também destaca o fluxo internacional de material genético. Em 2025, o Brasil registrou a importação de 1.063 suínos, movimento que contribui para a renovação e diversificação das bases genéticas utilizadas na produção nacional.

A entrada desses animais amplia o potencial de melhoramento genético e produtividade das granjas brasileiras.

Fêmeas representam a maioria dos animais registrados

Outro ponto relevante do levantamento é a predominância de fêmeas entre os animais registrados, que representaram mais de 95% do total em 2025.

Esse cenário está ligado à estrutura das granjas e ao funcionamento das pirâmides genéticas da suinocultura, nas quais as matrizes desempenham papel fundamental na multiplicação e disseminação das características produtivas.

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Além disso, o perfil reflete o avanço das tecnologias reprodutivas, como:

  • centrais de inseminação artificial
  • produção e distribuição de sêmen

Essas ferramentas permitem ampliar o alcance genético de reprodutores selecionados e aumentar a eficiência da produção.

Registro genealógico ganha papel estratégico no setor

Para a diretora técnica da ABCS e superintendente do SRGS, Charli Ludtke, os dados apresentados no relatório demonstram a importância crescente do registro genealógico para o desenvolvimento da suinocultura brasileira.

Segundo a especialista, o documento reúne informações e tendências que ajudam a orientar decisões técnicas dentro do setor.

De acordo com Ludtke, o registro genealógico se consolida como uma ferramenta estratégica, pois contribui para garantir transparência, confiabilidade e valorização genética dos animais.

Em um mercado cada vez mais exigente, esse processo se torna essencial para fortalecer a produção e apoiar o crescimento sustentável da suinocultura no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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