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FUTEBOLPalmeiras deixa Libra em retaliação a Flamengo e fortalece elo com CBF

O Palmeiras rompeu com a Libra por discordar do acordo de TV que destina 30% da verba ao Flamengo. O clube reforça o alinhamento à CBF em busca de mudanças no futebol brasileiro.

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O Palmeiras anunciou sua saída da Libra, bloco de clubes que negocia os direitos de transmissão televisiva do Campeonato Brasileiro. A decisão ocorre em retaliação ao acordo recente que favorece o Flamengo na divisão das cotas de TV.

O principal motivo para a ruptura é o descontentamento do Palmeiras com a nova distribuição de verbas, que destina 30% do montante fixo do contrato com a Globo (válido até 2029) ao clube carioca. Em nota oficial, o Palmeiras criticou “atitudes egoístas – quando não predatórias –” que inviabilizaram a coesão da Libra, transformando-a em um grupo focado em interesses individuais.

O clube alviverde, que possui contrato de TV vigente até o final de 2029 e estima arrecadar R$ 185 milhões em 2026, não tem como pleitear aumento imediato. Sua estratégia de médio prazo envolve uma articulação nos bastidores para promover mudanças no cenário do futebol brasileiro, buscando maior autonomia para os clubes e revisão dos critérios de repasse. O Palmeiras não pretende migrar para a Futebol Forte União (FFU) neste momento.

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A saída da Libra também sinaliza um reforço do alinhamento do Palmeiras com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e seu presidente, Samir Xaud. A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, foi uma das principais apoiadoras de Xaud na eleição da CBF, identificando-se com propostas como a criação de uma liga unificada, a diminuição dos torneios estaduais e a implementação do fair play financeiro – pautas também defendidas publicamente pelo técnico Abel Ferreira. A CBF já promoveu reuniões para debater a criação de uma liga do futebol brasileiro, movimento que conta com o apoio do Palmeiras.

O Flamengo havia anunciado o acordo com outros clubes da Libra (Bahia, Grêmio, Bragantino, Remo, Santos, São Paulo, Vitória e o Atlético-MG, que está de saída) para encerrar divergências sobre o repasse dos direitos econômicos de audiência. A diretoria rubro-negra, sob a gestão de BAP desde 2025, considerava a nova divisão uma prioridade e tratou a composição como um “ponto de equilíbrio” entre suas reivindicações e as preferências de outros clubes.

Fonte: Lance

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