đ Da capital mais violenta Ă cidade mais segura das AmĂ©ricas

Houve um tempo em que El Salvador era considerado o paĂs mais perigoso do mundo fora de zonas de guerra. O domĂnio das gangues â especialmente a MS-13 e o Barrio 18 â era absoluto. Havia bairros inteiros onde nem a polĂcia podia entrar. A economia era extorquida diariamente; hotĂ©is pagavam âpedĂĄgioâ duas vezes por dia, como lembrou Rodrigo Pimentel, ex-capitĂŁo do BOPE do Rio de Janeiro.
Tudo mudou quando o presidente Nayib Bukele adotou uma polĂtica dura, direta e sem eufemismos:
prisĂŁo em massa de criminosos, segregação carcerĂĄria rigorosa e um sistema operacional de segurança que nĂŁo negocia com facçÔes. âïž
O resultado?
â HomicĂdios prĂłximos de zero em San Salvador, a capital.
â Crescimento econĂŽmico acelerado pela queda abrupta da criminalidade.
â 1,2% da população presa, eliminando o domĂnio territorial das gangues.
â Retorno da sensação de segurança, antes inexistente por dĂ©cadas.
đŒ ExtorsĂŁo diĂĄria: como o crime inviabilizava o paĂs
Segundo Pimentel:
âPassava uma gangue no hotel de manhĂŁ pra cobrar a extorsĂŁo â e outra Ă noite. O paĂs era inviĂĄvel.â
O modelo de Bukele restaurou algo bĂĄsico que qualquer sociedade civilizada deveria oferecer:
    – O direito de viver sem medo de ser assassinado ou extorquido.
E é por isso que, como afirma Pimentel, Bukele dificilmente perderå uma eleição tão cedo. O povo que viveu o inferno do crime jamais aceitarå o retorno do caos.

âïž Enquanto isso, no Brasil⊠o crime agradece
A comparação com o Brasil Ă© inevitĂĄvel â e constrangedora.
Enquanto El Salvador enfrenta criminosos com rigor, o Brasil adota um sistema judicial hiperprotetor, cheio de brechas, rituais burocråticos e mecanismos de soltura automåticos que impedem o endurecimento contra organizaçÔes criminosas.
Exemplos do garantismo que fragiliza o paĂs:
- AudiĂȘncias de custĂłdia que soltam criminosos armados detidos pela 2ÂȘ, 3ÂȘ ou 5ÂȘ vez.
- Excesso de benefĂcios penais, progressĂ”es automĂĄticas e regras que tratam reincidentes como âvĂtimas sociaisâ.
- Leis que priorizam direitos sem exigir deveres, criando um sistema assimétrico onde quem cumpre a lei é penalizado e quem a infringe é premiado.
- Atuação judicial seletiva, que relativiza crimes graves enquanto endurece contra cidadãos comuns e autoridades que não rezam pela cartilha ideológica dominante.
- InterpretaçÔes extensivas do âestado de coisas inconstitucionalâ, sempre usadas para afrouxar puniçÔes.
Resultado?
â O Brasil tem menos presos que El Salvador proporcionalmente⊠e muito mais violĂȘncia.
Ă matemĂĄtico: quando o Estado nĂŁo pune, o crime governa.
đš âEstado policialâ ou paĂs normal? A escolha que o Brasil precisa fazer
CrĂticos chamam o modelo salvadorenho de âestado policialâ.
A população, porém, chama de vida normal.
Pimentel sintetiza o dilema:
âO que vocĂȘ prefere: viver no terror da morte ou num estado policial? Eu prefiro o modelo de El Salvador.â
A pergunta ecoa especialmente no Brasil, onde famĂlias inteiras vivem prisioneiras dentro de suas casas enquanto criminosos reincidentes circulam livremente, muitas vezes liberados horas apĂłs serem presos.
đ Por que El Salvador funcionou â e o Brasil nĂŁo?
đ RazĂ”es para o sucesso salvadorenho:
- Vontade polĂtica firme.
- Amparo jurĂdico ao endurecimento penal.
- Sistema carcerårio isolado, sem comunicação com facçÔes.
- Zero tolerĂąncia ao crime organizado.
đ RazĂ”es para o fracasso brasileiro:
- Ativismo judicial que blinda criminosos.
- Legislação feita sob pressão de ONGs e grupos progressistas.
- Falta de cadeia suficiente por décadas.
- TolerĂąncia cultural com o delito.
- FalĂȘncia do conceito de responsabilidade individual.
Enquanto El Salvador pergunta ao cidadĂŁo:
               âVocĂȘ prefere viver com segurança ou preferir direitos ilimitados para quem destrĂłi a sociedade?â
O Brasil pergunta:
               âO criminoso jĂĄ nĂŁo sofreu demais? NĂŁo deverĂamos entender o lado dele?â
đ§ A lição que o Brasil nĂŁo quer aprender
As experiĂȘncias recentes no mundo mostram que o combate ao crime nĂŁo se vence com discursos, hashtags ou decisĂ”es ideolĂłgicas.
A ordem se conquista com:
â leis claras
â punição certa
â sistema prisional funcional
â vontade polĂtica real
â recusa absoluta a negociar com o crime organizado
El Salvador entendeu. O Brasil, nĂŁo.
Reportagem | Portal Acre Conservador






















