A partir do início da Copa do Mundo na próxima quinta-feira, os torcedores perceberão uma arbitragem significativamente mais rigorosa dentro de campo. A International Football Association Board (IFAB), órgão responsável por criar e modificar as leis do futebol, anunciou um conjunto de alterações profundas com o objetivo principal de aumentar o tempo em que a bola fica efetivamente em jogo.
As novas diretrizes prometem eliminar as tradicionais manobras de retardamento e estabelecem punições severas inclusive para o comportamento dos jogadores dentro das quatro linhas. A seguir, detalhamos as principais novidades, as regras de conduta atualizadas e como o VAR ganhou atribuições extras para intervir nas partidas deste torneio.
A grande inovação para acelerar o ritmo dos jogos é a implementação de uma contagem regressiva visível feita pelos árbitros durante as cobranças de bola parada. A partir de agora, os atletas terão um prazo máximo de cinco segundos para executar arremessos laterais e tiros de meta assim que o juiz autorizar a jogada.
Se o jogador ultrapassar esse limite de forma deliberada para consumir tempo, a posse de bola será transferida para o adversário: o lateral passa a ser do outro time e o tiro de meta se transforma em escanteio contra a equipe que cometeu a infração. Outra artimanha clássica para ganhar tempo que foi duramente afetada pelas novas regras envolve as substituições realizadas pelos técnicos durante o segundo tempo.
O atleta que for substituído terá um máximo de dez segundos para deixar o gramado a partir do momento em que a placa eletrônica for erguida na linha lateral. Ele é obrigado a sair pelo ponto mais próximo da linha de fundo ou da linha lateral; se descumprir o prazo, o substituto terá que esperar um minuto no banco de reservas, deixando sua equipe temporariamente com dez jogadores em campo.
As alterações também visam o comportamento ético dos jogadores. Atletas que cobrirem a boca com a mão, o braço ou a camisa durante conversas com a arbitragem ou com adversários serão punidos com cartão vermelho direto, com o intuito de coibir ofensas ocultas. Por outro lado, o protocolo do VAR foi ampliado para corrigir injustiças históricas que antes passavam despercebidas.
O árbitro de vídeo agora pode intervir para anular segundos cartões amarelos aplicados de forma incorreta que resultariam em expulsão. A tecnologia também atuará em casos de identidade trocada na aplicação de cartões e poderá sugerir a anulação de gols caso uma falta de ataque ocorra antes da cobrança de um escanteio ou tiro livre.
Fonte: NSC Total





























