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⚖️ DEBATE CONSTITUCIONAL

MBL propõe nova Constituição com pena de morte

Especialistas alertam para riscos institucionais e instabilidade política em iniciativa radical

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🏛️ MBL defende nova Constituinte e pena de morte

O Movimento Brasil Livre (MBL) promoveu, nesta terça-feira (12), um ato em defesa de uma nova Constituição, incluindo dispositivos como prisão perpétua e pena de morte. A mobilização foi conduzida pelo deputado federal Kim Kataguiri (União Brasil-SP), que afirmou ter obtido as 171 assinaturas necessárias para protocolar a PEC e iniciar o plebiscito sobre a proposta de Constituinte.

O evento reuniu cerca de 150 militantes do MBL vindos de diversas regiões do país, que participaram da coleta de apoio entre parlamentares e lotaram o auditório do Senado. Segundo Kataguiri, a iniciativa visa “acabar com as facções criminosas” e “buscar a paz” no Brasil.

⚠️ Alerta sobre riscos institucionais

Para Lucas Berlanza, presidente do Instituto Liberal, o momento é totalmente inadequado para mudanças radicais na Carta Magna.

“O país vive uma crise diplomática, institucional e política, com prisões arbitrárias, disfunção de poderes, endosso formal à censura e estresse com a maior potência do mundo. Não faz sentido mobilizar por uma nova Constituição nesse clima e com este Congresso”, afirmou.

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Berlanza considerou a iniciativa do MBL inoportuna, perigosa e imprudente, alertando que dispositivos como a pena de morte podem ser usados de forma autoritária, inclusive contra opositores e cidadãos críticos ao regime.

“Não quero trocar um jacobinismo defasado por outro. Precisamos resgatar um alicerce mínimo de democracia liberal, não substituí-lo por novas formas de imposição ideológica”, concluiu.

⚖️ Contexto de instabilidade e polarização

O Brasil atravessa um cenário de alta tensão institucional, marcado por prisões políticas, censura crescente, decisões judiciais excepcionais e áreas do território sob controle do crime organizado.

Nesse contexto, a proposta de uma nova Constituinte com medidas extremas pode gerar armadilhas legais e institucionais, abrindo caminho para que o aparato judicial e estatal seja utilizado não apenas contra criminosos, mas também contra dissidentes políticos e vozes críticas.

💬 O debate coloca em evidência a necessidade de equilíbrio entre segurança pública e preservação da democracia liberal, alertando para riscos de soluções radicais em momentos de fragilidade institucional.

Reportagem | Portal Acre Conservador
*Com informações de Site Danúzio News

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