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ALÍVIO NO BOLSO

Governo anuncia medida para baixar conta de luz

MP deve limitar encargos que pressionam tarifa paga pelo consumidor
Foto: Montagem/FDR

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Medida Provisória quer conter alta da energia e reduzir peso na conta dos brasileiros

Em audiência na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (9), o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, anunciou que o governo federal vai editar uma Medida Provisória (MP) para conter o crescimento dos encargos repassados aos consumidores na conta de energia elétrica.

A principal meta da MP será limitar os recursos destinados à Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), fundo que, segundo a Aneel, deve consumir R$ 40,6 bilhões em 2025, o que representa um custo pesado para o bolso de milhões de brasileiros. Para o ministro, esse aumento não é justificável, especialmente em um país cuja matriz energética já é 90% limpa e renovável.

“Não podemos pagar mais caro pela energia para ampliar uma matriz que já é predominantemente renovável. Não são admissíveis custos tão altos em consequência de interesses que muitas vezes não são os do povo”, declarou Silveira.

A CDE tem como finalidade bancar subsídios para diversos setores, como tarifas sociais, incentivos para fontes alternativas (energia solar e eólica), e custos com gás natural e carvão mineral. No entanto, para o cidadão comum, o que tem prevalecido é o encarecimento progressivo da tarifa, sem a devida transparência e sem benefícios visíveis à população.

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Reação no Congresso e impacto na produção

O anúncio do governo foi feito durante audiência da Comissão de Minas e Energia da Câmara, presidida pelo deputado Diego Andrade (PSD-MG), e contou com o apoio de parlamentares que veem a energia como insumo estratégico para o crescimento econômico.

Segundo o ministro, a medida provisória será encaminhada até a próxima semana. O objetivo é conter os efeitos de decisões recentes, como a derrubada de vetos ao Projeto de Lei 576/21, que pode onerar ainda mais o sistema elétrico. Especialistas alertam que tais mudanças podem pressionar o setor produtivo e inviabilizar investimentos.

“Energia cara deprime a economia. Não podemos penalizar quem produz, trabalha e sustenta esse país”, destacou Silveira, ao afirmar que a MP buscará “barrar o que se viu nos últimos meses”.

Uma mudança necessária

A proposta sinaliza uma mudança de rumo, ao colocar um limite claro à política de subsídios sem controle, que tem contribuído para onerar as famílias e desestimular a competitividade do setor privado — especialmente em estados da Região Norte, como o Acre, onde os custos logísticos e de infraestrutura já são historicamente elevados.

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Para o consumidor comum, especialmente o trabalhador e o pequeno empreendedor, a possível redução na tarifa é uma medida de justiça econômica, após anos de aumentos sem contrapartida. A expectativa é que a MP traga mais equilíbrio e responsabilidade fiscal, princípios essenciais a uma administração pública que respeita o cidadão e valoriza a liberdade econômica.

Acompanhe os desdobramentos

O Portal Acre Conservador continuará acompanhando os desdobramentos dessa medida que pode representar um alívio no orçamento das famílias brasileiras. Fique atento às atualizações e análises exclusivas em nossa editoria de Economia.

 

Com informações da Câmara dos Deputados

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