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GREVE TEM POTENCIAL DESTRUIDORGoverno acelera aprovação da MP do Frete sob ameaça de paralisação de caminhoneiros

Executivo se mobiliza para votar medida provisória do frete mínimo antes do prazo, em meio a novo risco de greve dos caminhoneiros autônomos.

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O governo federal se comprometeu a aprovar a Medida Provisória do Frete Mínimo após uma nova ameaça de paralisação dos caminhoneiros autônomos marcada para esta semana. A líder do PP no Senado, Tereza Cristina (MS), e a líder do governo na Casa, Teresa Leitão (PT-PE), reuniram-se nesta segunda-feira (13) para discutir alterações no texto. O objetivo foi viabilizar a votação antes da expiração do prazo de validade, que se encerra na próxima quinta-feira (16).

As medidas provisórias têm vigor imediato assim que publicadas, mas precisam de aprovação do Congresso Nacional dentro de 120 dias para não perderem a validade. A MP foi encaminhada ao Legislativo em março deste ano e já passou pela Câmara dos Deputados em junho.

Fontes próximas às negociações indicam que ainda existem obstáculos para a aprovação no Senado. Um dos temas mais controversos é a definição do piso mínimo do frete. A chamada Tabela do Frete, oficialmente denominada Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas, estabelece o valor mínimo a ser pago pelo serviço de transporte de cargas no país.

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Representantes dos setores que contratam o transporte de cargas sugerem mudanças para que o cálculo não inclua a volta do caminhão vazio, conhecido como frete de retorno vazio. Outro ponto em debate é a retirada de dispositivos que criam regras específicas para certos segmentos do transporte. A avaliação é que a manutenção desses trechos pode abrir precedente para que outras áreas exijam tratamento similar.

O parecer do relator, deputado Zé Trovão (PL-SC), prevê regras diferenciadas para operações com características logísticas específicas, como as relacionadas ao agronegócio. O texto também estabelece que as multas aplicadas pelo descumprimento do piso mínimo do frete, entre a publicação da MP e sua eventual conversão em lei, sejam convertidas em advertência.

Além disso, a proposta anistia multas por excesso de peso por eixo que ainda não foram pagas e cancela penalidades impostas a transportadores devido aos bloqueios de rodovias ocorridos em 2022. O governo deverá intensificar a articulação nos próximos dias.

O líder do PT no Senado, Camilo Santana (CE), deve retornar a Brasília ainda nesta segunda-feira para se dedicar às negociações da medida provisória. Teresa Leitão ainda não discutiu a MP com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que é responsável por pautar a proposta no plenário da Casa.

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Fonte: O Sul

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