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ACREFapac participa de edital de R$ 107 milhões para sociobioeconomia na Amazônia

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Acre (Fapac) integra a primeira chamada do Programa Desafios da Amazônia, que investirá R$ 107,1 milhões em projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação focados em cadeias produtivas da sociobioeconomia amazônica, com recursos do Fundo Amazônia e contrapartidas estaduais.

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A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Acre (Fapac) é uma das instituições parceiras da primeira chamada do Programa Desafios da Amazônia. A iniciativa, que contará com investimento total de R$ 107,1 milhões, é voltada para projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação nas cadeias produtivas da sociobioeconomia amazônica. A chamada pública resulta de parceria entre o Fundo Amazônia, gerido pelo BNDES, e o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (CONFAP), no âmbito da Iniciativa Amazônia+10.

Com a adesão da Fapac, pesquisadores e organizações socioprodutivas do Acre poderão concorrer aos recursos. O presidente da Fapac, Moisés Dinis, afirmou que o edital viabiliza recursos para que a comunidade científica lidere soluções regionais, destacando o apoio do governo estadual como fundamental para impulsionar a inovação e valorizar o protagonismo dos pesquisadores locais. A coordenadora do Programa Desafios da Amazônia, Jussara Brito, acrescentou que a iniciativa fortalece o vínculo entre ciência e desenvolvimento sustentável, reafirmando o compromisso do governo do Acre em transformar conhecimento em soluções reais.

Do montante total, R$ 72 milhões são provenientes do Fundo Amazônia e R$ 35,1 milhões correspondem às contrapartidas das fundações estaduais de amparo à pesquisa participantes, entre elas a Fapac. Serão selecionados entre 9 e 12 projetos, com duração de até 36 meses. Cada projeto poderá receber entre R$ 6 milhões e R$ 8 milhões do Fundo Amazônia, podendo chegar a R$ 10 milhões com a complementação das fundações estaduais.

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As propostas devem se enquadrar em um dos cinco desafios prioritários: cadeia do açaí nativo; conservação e valorização da castanha e outros produtos florestais não madeireiros; cacau como vetor de desenvolvimento territorial; babaçu e cadeias da faixa de transição Amazônia-Cerrado; e economia das águas ligada ao manejo pesqueiro sustentável. Os projetos serão desenvolvidos por Redes de Pesquisa e Inovação, formadas por Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs) em conjunto com Organizações Socioprodutivas (OSPs), como cooperativas e associações comunitárias, podendo incluir órgãos públicos e ONGs.

As pré-propostas poderão ser submetidas a partir de 1º de julho pelo sistema SIGCONFAP, com prazo até as 18h (horário de Brasília) do dia 1º de setembro de 2026. O edital e outras informações estão disponíveis em www.amazoniamaisdez.org.br/chamadas-abertas. Dúvidas podem ser enviadas para [email protected].

Fonte: Agência de Notícias do Acre

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