Um levantamento cruzando os dados mais recentes do IBGE sobre o analfabetismo no Brasil em 2025 com os resultados da eleição presidencial de 2022 revela uma realidade preocupante: os estados com os maiores índices de analfabetismo no país coincidem, em larga medida, com os estados onde o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) obteve suas maiores votações.
Os dados indicam que os nove estados com maiores taxas de analfabetismo — Alagoas, Piauí, Paraíba, Ceará, Maranhão, Sergipe, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Bahia — também foram os campeões de votos em Lula no segundo turno das eleições de 2022. A maioria deles está na região Nordeste, onde o petista obteve votações que superaram 70% dos votos válidos em diversos casos.
Analfabetismo elevado = maior apoio ao PT?
Veja a seguir os índices de analfabetismo em cada um dos estados citados, acompanhados do percentual de votos em Lula no segundo turno de 2022:
Estado Taxa de Analfabetismo (2025) Votação de Lula (2º turno/2022)
Alagoas 14,3% a 16% 76,8%
Piauí 13,8% a 14,8% 76,8%
Paraíba 12,8% 72,1%
Ceará 11,7% a 12,7% 74,2%
Maranhão 11,4% a 12,1% 71,1%
Sergipe 10,8% a 11,7% 70,6%
Rio Grande do Norte 10,4% a 10,5% 65,1%
Pernambuco 10,1% a 11% 66,9%
Bahia 9,7% 72,1%
A correlação é direta: quanto maior o índice de analfabetismo, maior a votação no Partido dos Trabalhadores. Em estados como Alagoas e Piauí, onde o número de pessoas incapazes de ler e escrever ultrapassa os 14%, Lula obteve mais de três quartos dos votos válidos.
Um eleitorado sem educação é massa de manobra
Os dados levantam uma discussão incômoda, mas necessária: até que ponto o analfabetismo estrutural em determinadas regiões do país serve como estratégia de perpetuação no poder de partidos de esquerda, que exploram o assistencialismo e a dependência estatal como instrumentos políticos?
Como mostram diversos estudos sobre comportamento eleitoral, quanto menor o nível de instrução, maior a vulnerabilidade à propaganda ideológica e ao populismo estatal. Em vez de investir seriamente em educação de base, governos alinhados à esquerda preferem manter uma massa de eleitores dependente de auxílios, sem acesso à formação crítica que permita avaliar propostas e governos com autonomia.
Enquanto isso, os estados com menores índices de analfabetismo — como Santa Catarina (2,4%), São Paulo (3,2%) e Paraná (3,6%) — registraram vitórias expressivas do ex-presidente Jair Bolsonaro, defensor da liberdade econômica, da redução do Estado e da valorização do mérito.
A tragédia de um país que não ensina a ler
De acordo com o IBGE, a taxa nacional de alfabetização no Brasil gira em torno de 93%, mas as desigualdades regionais são abismais, sobretudo quando se considera a população idosa. Em Alagoas, 40% das pessoas com mais de 60 anos são analfabetas. Isso afeta diretamente não apenas o desenvolvimento humano, mas a qualidade da democracia.
Sem acesso ao conhecimento e sem educação de base, o cidadão se torna presa fácil de narrativas simplistas e promessas vazias. O que está em jogo não é apenas a escolaridade, mas a liberdade de escolha e a capacidade de discernimento político da população.
📌 Um país que se recusa a educar, está condenado a ser governado por quem tem medo de um povo instruído. O Brasil precisa de cidadãos esclarecidos, não de eleitores submissos. Continue acompanhando o Portal Acre Conservador para análises que valorizam a verdade, o trabalho e a liberdade.
Reportagem Portal Acre Conservador






























