Uma proposta inédita está sendo desenhada no Acre: a implantação de uma escola técnica no interior da Reserva Extrativista Chico Mendes, em Xapuri. A ideia, discutida nesta quarta-feira (16) na Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE), é levar ensino profissionalizante de qualidade para o coração da floresta, promovendo desenvolvimento sustentável, valorização dos saberes tradicionais e geração de oportunidades para jovens e adultos que vivem em territórios isolados.
O projeto pretende utilizar a estrutura da Escola-polo União, já existente dentro da reserva, para oferecer cursos técnicos com foco na realidade socioambiental da Amazônia. A formação deverá integrar técnicas de cultivo sustentável, manejo florestal, agroecologia, além de conteúdos relacionados à cultura, economia e identidade das comunidades extrativistas.
Segundo o secretário de Educação, Aberson Carvalho, a proposta vai além da qualificação técnica:
“Quando a gente leva ensino técnico para dentro da floresta, a gente não está só levando conhecimento. A gente está reconhecendo o valor de quem vive ali. É dizer: esse território importa, e o futuro também se constrói com quem sempre cuidou da floresta.”
Conexão entre tradição e tecnologia 🌿🔧
A reunião contou com a presença de diversas autoridades e instituições, como o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Ronald Polanco; a ouvidora fundiária e do meio ambiente, Eva Evangelista; representantes do Instituto Estadual de Educação Profissional e Tecnológica (Ieptec); e o prefeito de Xapuri, Maxsuel Maia.
Para Polanco, a proposta representa uma revolução no modelo de educação técnica no estado:
“Estamos falando de uma escola da natureza, que respeita a floresta e sua gente, mas que também oferece ciência, tecnologia e inovação. Isso é desenvolvimento com identidade.”
Um marco na educação acreana
O próximo passo será a elaboração participativa das ementas e do projeto pedagógico, com escuta ativa das comunidades da reserva. O processo contará com o apoio técnico da SEE, do Ieptec e de instituições parceiras.
A proposta se apresenta como uma solução concreta para promover cidadania, geração de renda e valorização do território, e deve se consolidar como um marco histórico na interiorização da educação técnica no Acre, servindo de modelo para outras regiões amazônicas.
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Com informações da Agência de Notícias do Acre



























