O dólar comercial iniciou a semana em alta no mercado brasileiro, influenciado pelo agravamento do cenário geopolítico entre Estados Unidos e Irã. Por volta das 9h, a moeda americana era negociada a R$ 5,1198, com valorização de 0,21% sobre o fechamento anterior.
Na última sexta-feira, o dólar havia encerrado em queda de 0,28%, cotado a R$ 5,1084, enquanto o Ibovespa registrou forte avanço de 2,97%, atingindo 177.866 pontos. O movimento foi impulsionado por dados de inflação abaixo do esperado e pela expectativa de novos cortes na taxa Selic.
A tensão entre as duas nações volta a ser o principal vetor de oscilação nos mercados financeiros globais. A possibilidade de novos confrontos intensifica a busca por ativos considerados seguros, como o dólar, e aumenta a volatilidade nas bolsas internacionais.
Além do fator geopolítico, os investidores acompanham de perto a trajetória dos preços do petróleo, que reagem a qualquer risco de interrupção no fornecimento, sobretudo no Estreito de Ormuz, rota crucial para as exportações mundiais da commodity.
Apesar do cenário externo desfavorável, o mercado brasileiro ainda conta com suporte de fatores domésticos positivos. A inflação mais baixa reforça a percepção de que o Banco Central pode dar continuidade ao ciclo de redução dos juros, favorecendo a renda variável e atraindo capital estrangeiro.
Esse contexto favorável contribuiu para que o Ibovespa encerrasse a semana anterior no maior patamar dos últimos meses. As negociações da B3 começam às 10h, com atenção voltada também para o comportamento de commodities como petróleo, minério de ferro e grãos.
No acumulado de 2026, o dólar ainda apresenta desvalorização de 6,93%, apesar da alta pontual desta segunda-feira. Na semana passada, a moeda caiu 1,15% e, no mês de julho, recuou 1,05%.
O Ibovespa, por sua vez, segue entre os índices de melhor desempenho entre os mercados emergentes no ano. O principal indicador da Bolsa acumula ganho de 10,39% em 2026, com alta de 2,18% na última semana e 3,40% em julho.
Ao longo do dia, os agentes financeiros monitoram a evolução do conflito entre EUA e Irã, o comportamento do dólar ante as principais moedas, os preços do petróleo, o fluxo de capital para emergentes e as expectativas sobre as próximas decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos.
A tendência é de que a volatilidade persista enquanto durarem as incertezas geopolíticas, embora o ambiente doméstico, com inflação controlada e juros em queda, continue a dar sustentação aos ativos brasileiros.
Fonte: Portal do Agronegócio



























