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🏛️ CRISE INSTITUCIONAL

Congresso em obstrução: oposição exige anistia, impeachment de Moraes e fim do foro privilegiado

Em resposta à prisão de Bolsonaro, parlamentares afirmam que país vive um “estado de exceção” sob domínio autoritário do STF
Congresso Nacional vive crise existencial: ou se impõe e resgata sua legitimidade, ou sucumbe ao Poder Judiciário ativista, acabando de vez com a divisão entre poderes da República.

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Parlamentares da oposição anunciaram, nesta terça-feira (5), que iniciarão um movimento de obstrução nas votações da Câmara e do Senado até que as presidências das duas Casas aceitem votar o que chamaram de “pacote da paz” — uma série de propostas legislativas que visam reequilibrar os poderes da República, hoje duramente afetados por decisões monocráticas do Supremo Tribunal Federal, em especial do ministro Alexandre de Moraes.

Entre as medidas exigidas estão a anistia ampla e irrestrita aos presos do 8 de janeiro, o impeachment de Moraes e a extinção do foro privilegiado, via PEC. A oposição também denuncia que a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro foi uma manobra autoritária e sem amparo jurídico, típica de regimes que substituem o Direito pelo arbítrio.

📣 “Prisão ilegal e vingativa”

A decisão de Moraes, que impôs prisão domiciliar a Jair Bolsonaro, foi classificada como “sem razão jurídica” por senadores e deputados. De acordo com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), trata-se de um abuso de autoridade, pois foi decretada de forma monocrática, sem oitiva do Ministério Público e sem votação da turma julgadora do STF. “Ele (Moraes) não representa mais a mais alta Corte do país”, afirmou o senador.

A motivação usada por Moraes foi uma transmissão ao vivo publicada por Flávio, ao lado de Bolsonaro, no último domingo, o que supostamente violaria uma medida cautelar imposta ao ex-presidente. “Fui eu que postei. Bolsonaro não pediu. Não houve tentativa de burlar nada”, disse Flávio.

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Além da prisão, Moraes determinou a proibição de visitas (exceto familiares e advogados) e apreensão de celulares de Bolsonaro. Para a oposição, trata-se de um cerco político-jurídico, sem precedentes desde o regime militar, com o objetivo de calar a direita conservadora e anular a liderança do ex-presidente.

🕊️ O “pacote da paz” e o resgate da democracia liberal

Segundo os parlamentares do PL e de outros partidos de oposição, o Brasil vive um momento de exceção, no qual o STF passou a utilizar o foro privilegiado como ferramenta de coação contra parlamentares — muitos dos quais são investigados por meros crimes de opinião.

Para o senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição, “o foro que deveria proteger o Legislativo virou uma arma de dominação”. A proposta de PEC 333/2017, já aprovada no Senado, propõe restringir o foro especial a apenas cinco autoridades: o presidente da República, o vice-presidente, e os presidentes da Câmara, do Senado e do STF. Agora, os deputados cobram que a Câmara coloque a proposta em votação.

Além disso, tramita o PL 2858/2022, que concede anistia ampla aos presos políticos do 8 de janeiro, muitos dos quais seguem detidos sem julgamento ou com penas desproporcionais. A oposição argumenta que esse passo é fundamental para pacificar o país e reconstruir a confiança institucional entre o povo e o Estado.

🇧🇷 Congresso reage a crise institucional e diplomática

O vice-líder da oposição na Câmara, deputado Sanderson (PL-RS), declarou que a anistia deve ser “a prioridade das prioridades” e parte da resposta política do Brasil à crise interna e externa. Ele relembra que até mesmo as tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil têm sido usadas como retaliação à perseguição contra o ex-presidente Bolsonaro.

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“O Lula e seus ministros estão perdidos. O STF não ajuda em nada. A resposta tem que vir do Congresso”, disse o deputado, ao defender também o avanço na PEC da Segurança Pública, a votação da LDO e LOA de 2026 e, sobretudo, o fim do foro privilegiado.

🛑 Sessões paralisadas e pressão sobre Hugo Motta e Davi Alcolumbre

Em um ato simbólico e contundente, deputados da oposição ocuparam a Mesa do Plenário Ulysses Guimarães, protestando contra a prisão de Jair Bolsonaro e exigindo que os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, convoquem imediatamente sessão para votar os itens do “pacote da paz”.

A sessão ordinária foi interrompida, e os trabalhos legislativos seguem paralisados. Os oposicionistas afirmam que não retomarão as votações enquanto a pauta de anistia, impeachment de Alexandre de Moraes e o fim do foro privilegiado não for colocada em deliberação.

📢 A oposição se mobiliza como nunca antes para defender Jair Bolsonaro, libertar presos políticos e restaurar o equilíbrio entre os Poderes. A resposta ao autoritarismo avança no Congresso sob pressão direta sobre Hugo Motta e Davi Alcolumbre.

 

Reportagem | Portal Acre Conservador
* Com informações da Agência Senado e Câmara dos Deputados

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