O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio da Secretaria de Planejamento Institucional e Inovação e do seu Laboratório de Inovação, o SeringalLab, realizou nesta sexta-feira, 4, o Conecta MPAC. O evento, realizado no auditório do prédio-sede, teve como propósito fortalecer uma cultura organizacional voltada para a disseminação de boas práticas e à construção colaborativa de soluções institucionais.
A programação incluiu palestras, painéis e apresentações de projetos inovadores em diversas áreas, com atividades interativas e premiação. O encontro reuniu integrantes do MPAC, parceiros e representantes do ecossistema de inovação para discutir desafios públicos e fomentar soluções conjuntas.

Na abertura, o procurador-geral de Justiça, Danilo Lovisaro do Nascimento, destacou o Conecta MPAC como um espaço simbólico de pausa e escuta dentro da instituição.
“O Ministério Público é, por essência, uma instituição voltada ao enfrentamento: enfrentamos injustiças, desigualdades, omissões. Mas esta semana nos lembrou que também precisamos de espaços para a pausa, para a escuta e para a criação. O Conecta MPAC é a expressão máxima desse respiro coletivo, pois nos recorda que inovação não se faz sozinha. É na conexão entre pessoas, ideias e experiências que algo verdadeiramente novo pode nascer”, disse.

A secretária de Planejamento Institucional e Inovação, promotora de Justiça Marcela Cristina Ozório, também ressaltou o objetivo do evento como um espaço de construção coletiva e celebração institucional. “Nosso propósito é estimular o diálogo, a criatividade e a construção de soluções transformadoras para o serviço público. A presente data foi pensada para ser um espaço de compartilhamento de boas práticas, mas também de debate sobre desafios comuns, para que possamos encontrar formas de solucioná-los de maneira eficiente, eficaz e com humanidade, sempre tendo como foco o nosso maior cliente, que é o cidadão”, afirmou.
Pílulas de Inovação
Durante o evento, as “Pílulas de Inovação” trouxeram uma série de apresentações curtas sobre projetos e soluções desenvolvidos por diferentes instituições públicas. O MPAC compartilhou ações do SeringalLab nas áreas de linguagem simples, cidadania digital, inteligência artificial, metodologias colaborativas e tecnologias emergentes, além de iniciativas do CEAF voltadas à formação e regulação do uso de IA. O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) apresentou os projetos “Ewã” e “Reconhecer”, com foco na proteção de direitos e no aprimoramento de procedimentos de reconhecimento pessoal.
O Ministério Público de Rondônia apresentou o projeto Rondon.IA, voltado à incorporação responsável da inteligência artificial no contexto institucional, com ações estruturadas nos eixos de governança, soluções tecnológicas e capacitação. Também foi apresentada, pelo Laboratório de Inovação do MP do RJ (Inova_MPRJ), a experiência com o “Contrato Público para Solução Inovadora – CPSI”, instrumento que permite ao setor público contratar soluções a partir da definição de desafios concretos, promovendo conexões entre instituições públicas e o mercado.

Outras iniciativas também foram apresentadas, como a melhoria da qualidade de imagens digitais, pelo Pavic-Lab/UFAC — projeto de pesquisa e desenvolvimento em parceria com a Fundape, Motorola e Flextronics da Amazônia, voltado à aplicação de inteligência computacional e técnicas de deep learning no aprimoramento visual com menor complexidade computacional. Por fim, o Núcleo Laboratório de Inovação e Gestão da Qualidade (NULAB) do TRE/AC expôs soluções em segurança digital com modelo Zero Trust Open Source e o sistema de monitoramento da transmissão de resultados das eleições de 2024, com uso de georreferenciamento.
O painel “Conexões que transformam” reuniu representantes do MPAC, TJAC, TRE, UFAC e IFAC para compartilhar experiências em inovação institucional. O debate abordou desafios como a limitação de equipes e a necessidade de fomentar a cultura da inovação, além de estratégias para promover mudanças organizacionais a partir de problemas reais.
Laboratórios como motores de transformação
Na palestra “MPs em Movimento: Inovação Pública, Sociedade em Transição e o Papel dos Labs”, o diretor executivo da WeGov, André Tamura, destacou o papel essencial das instituições públicas em um momento de profundas mudanças sociais, tecnológicas e comportamentais. Ele defendeu que inovação não se resume a tecnologia, mas envolve atitude, propósito e abertura para fazer diferente. Ao abordar a importância de uma atuação conectada à realidade dos cidadãos, Tamura afirmou que inovar é transformar vidas, e não apenas adotar ferramentas ou seguir modismos passageiros.

O palestrante também enfatizou o valor dos laboratórios de inovação como espaços estratégicos para experimentar, aprender e preparar instituições para desafios emergentes. “Laboratório não é um puxadinho de TI nem uma pastelaria de soluções prontas. É um lugar para elaborar junto, experimentar e dar sentido ao que fazemos”, concluiu.
Fotos: Diego Negreiros
Fonte: Ministério Publico – AC































