A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) concluiu nesta quinta-feira, dia 13 de agosto, uma série de reuniões com as equipes que disputarão a Superliga Masculina na próxima temporada, que começa em 2026 e se estende até 2027. O objetivo do encontro foi discutir pontos essenciais para a organização do campeonato e o planejamento do calendário esportivo.
Durante as conversas, um dos temas centrais foi o envolvimento do Comitê Brasileiro de Clubes (CBC) no fomento da modalidade. O gerente de Esportes e Relações Institucionais do CBC, Emerson Luiz Appel, apresentou um panorama sobre os investimentos feitos pelo comitê no voleibol e destacou a relevância da cooperação com as agremiações para o crescimento do esporte.
A montagem da tabela da Superliga também ocupou lugar de destaque na pauta. Os representantes dos clubes tiveram a oportunidade de analisar e debater questões ligadas ao cronograma de jogos e à logística de realização das partidas, buscando adequar o torneio às necessidades de todos os envolvidos.
Outro ponto alto da reunião foi a exposição feita pelo Grupo Globo, que abordou o cenário atual de transmissão e consumo do voleibol no país. A parceria entre a CBV e a emissora, que já dura mais de trinta anos, foi discutida a partir da evolução recente da modalidade, com aumento no número de jogos transmitidos, na audiência, no engajamento digital e na interação dos fãs com o esporte.
Para a próxima temporada, está garantida a transmissão de todos os confrontos da Superliga Masculina pelo Grupo Globo, incluindo a veiculação de pelo menos um duelo por rodada na GETV. Essa ampliação da cobertura fortalece a presença do campeonato nas múltiplas plataformas do grupo e tende a impulsionar ainda mais o alcance e a popularidade do voleibol nacional.
O encontro também reservou um espaço para o balanço da temporada anterior, com foco nos números financeiros da competição. Foram apresentados dados detalhados sobre despesas, receitas, valores repassados às equipes, bonificações e premiações, oferecendo um panorama claro da saúde econômica do torneio.
As diretrizes e normativas atualizadas para o próximo campeonato igualmente foram comunicadas aos participantes. O presidente da Comissão Brasileira de Arbitragem de Voleibol (COBRAV), Rogério Espicalsky, ministrou uma palestra abordando as mudanças nas regras e os cuidados que os times devem ter durante a disputa. Uma das principais alterações é o aumento no número de substituições, que saltará de seis para oito por set.
Espicalsky também chamou a atenção para a intensificação da fiscalização em relação a lances de condução e aos chamados ataques irregulares, conhecidos como toque-ataque, visando garantir maior rigor no cumprimento das normas.
Marcelo Elgarten, gerente de Competições de Quadra da CBV, ressaltou a importância do diálogo presencial entre a entidade e os clubes para o desenvolvimento conjunto da Superliga. Ele destacou que a imersão de dois dias permitiu uma troca produtiva de ideias e que a aproximação entre as partes é fundamental para o aperfeiçoamento contínuo do campeonato.
“Os representantes dos 12 clubes participantes da Superliga masculina estiveram na sede da CBV para discutir, debater e contribuir para o crescimento da competição. Foram dois dias de uma imersão nos assuntos relacionados a Superliga, onde os clubes estão cada vez mais próximos da CBV. É sempre saudável estarmos na mesma sala, de forma presencial, pra discutir o futuro da competição. Gostaria de agradecer a participação dos clubes e desejar sorte na temporada”, declarou Elgarten.
O coordenador do Sesi Bauru, Sidão, que participou do encontro pela primeira vez, valorizou a ocasião como uma oportunidade de conhecer melhor os supervisores das outras equipes e de debater temas relevantes, como a tabela e outros aspectos organizacionais. Ele enfatizou que a união em prol do esporte é essencial para oferecer um espetáculo de qualidade aos torcedores.
Flávio Pereira, diretor esportivo do Sada Cruzeiro, classificou a reunião como o pontapé inicial para os preparativos da nova temporada. Ele lembrou que a definição de calendário e datas é um processo coletivo, que envolve a CBV e os clubes em conjunto, e que o trabalho colaborativo é o que torna o esporte mais reconhecido e vitorioso no cenário nacional.
Fonte: CBV





























