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INTEGRAÇÃO NA FRONTEIRA

Acre acompanha obras bolivianas contra erosão na fronteira com Cobija

Intervenções visam conter avanço do Rio Acre e proteger populações dos dois países
Prevenção reforça o esforço dos dois países em garantir segurança e bem-estar às duas populações. Foto: Raylanderson Frota/Secom

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Vistoria foi guiada por militares bolivianos e teve duração de cerca de 40 minutos. Foto: Raylanderson Frota/Secom

Representantes do governo do Acre realizaram, na sexta-feira (13), uma vistoria técnica em obras de contenção da erosão fluvial na cidade boliviana de Cobija, na fronteira com o município acreano de Brasileia. A ação, que reforça o diálogo bilateral sobre problemas comuns, visa acompanhar os esforços estruturais executados pelo governo da Bolívia às margens do Rio Acre, cujas cheias têm causado prejuízos recorrentes em ambos os lados da fronteira.

A comitiva brasileira contou com membros do Deracre, Defesa Civil estadual, Secretaria da Casa Civil e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). A visita começou com uma reunião com o Ministério da Defesa Civil da Bolívia, que apresentou detalhes técnicos do projeto, incluindo a construção de muros de contenção e reforço das margens para evitar deslizamentos e o comprometimento de áreas urbanas em Cobija.

As autoridades bolivianas garantiram que as intervenções não causarão impactos negativos ao território brasileiro, afastando preocupações de que comportas ou barreiras hidráulicas pudessem afetar o fluxo do rio. Para o diretor da Defesa Civil do Acre, capitão Rogério Oliveira, o encontro fortalece o entendimento mútuo e destaca a importância da prevenção de desastres como medida prioritária.

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Após a reunião, a delegação realizou uma vistoria in loco nas obras. As equipes percorreram o Rio Acre em embarcações e sobrevoaram a área com apoio da Defesa Civil boliviana, identificando pontos críticos ainda vulneráveis. Estruturas já concluídas, como muros de arrimo, foram avaliadas positivamente. O vice-ministro da Defesa Civil da Bolívia, Juan Carlos Calvimontes, reforçou que a obra pretende proteger ruas, moradias e áreas públicas de Cobija.

Primeira etapa da Orla de Brasileia está em andamento. Foto: Raylanderson Frota/Secom

No lado brasileiro, o Acre também executa obras de contenção com destaque para a urbanização da Orla de Brasileia, um projeto do Deracre iniciado após a maior cheia da história do município em 2024, quando o Rio Acre atingiu 15,58 metros. Em 2025, as chuvas voltaram a provocar inundações, embora em menor escala, reiterando a necessidade de infraestrutura resiliente.

Atualmente, a primeira etapa da obra da orla está com 30% de execução, incluindo o uso de gabiões e concreto armado para estabilizar a margem do rio. Segundo o Deracre, a previsão é concluir esta fase até o fim do ano, com apoio de emendas parlamentares. A proposta prevê ainda a construção de escadarias, ciclovias e áreas de lazer nas próximas etapas.

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Com eventos climáticos extremos se tornando mais frequentes na Amazônia Ocidental, como apontam dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), ações como essas se tornam cruciais. A cooperação entre Brasil e Bolívia reforça a necessidade de políticas transfronteiriças coordenadas para enfrentar os desafios ambientais e proteger as populações que vivem às margens do Rio Acre.

Fonte: Agência de Notícias do Acre

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