A Prefeitura de Rio Branco está implementando uma série de medidas antecipadas para minimizar os efeitos de uma estiagem considerada mais severa no município. As ações abrangem o abastecimento de água, o acompanhamento das condições do Rio Acre, a prevenção de queimadas e incêndios, além do monitoramento das áreas mais vulneráveis, com atenção especial à zona rural. O trabalho é realizado de forma integrada por diversas secretarias e órgãos municipais, com foco na atuação preventiva diante dos eventos climáticos extremos que afetam a região amazônica.
O prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene, destacou a importância do planejamento antecipado para garantir uma resposta eficiente e proteger a população durante o período de seca. “Uma situação como essa exige planejamento, prevenção e, principalmente, união. Ninguém faz política pública sozinho”, afirmou. Ele ressaltou que a Prefeitura está trabalhando em conjunto com a Defesa Civil, secretarias municipais e outras instituições para que o município esteja preparado para os impactos de uma seca mais intensa. “Nosso papel é nos anteciparmos aos problemas, cuidar do abastecimento de água, proteger a população e reduzir os impactos que esse período pode trazer para a nossa cidade”, completou.
Durante entrevista, o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, informou que o Governo Federal acompanha a situação dos municípios e atua em parceria com estados e prefeituras para fortalecer as ações de prevenção e resposta aos períodos de seca. “O Governo Federal está dando assistência aos municípios, tanto no trabalho de prevenção quanto na resposta aos eventos extremos. É importante que os municípios estejam preparados, com seus planos de contingência e planos de trabalho, para que possam ter uma resposta mais rápida quando uma situação de emergência acontecer”, evidenciou. Segundo o ministro, a antecipação é essencial principalmente para municípios que dependem dos rios para transporte e abastecimento, e a orientação é que gestores e comerciantes adotem medidas preventivas para garantir estoques de alimentos, combustíveis, medicamentos e outros produtos essenciais antes que a redução do nível dos rios comprometa a logística de transporte.
Em Rio Branco, as ações começaram antes do agravamento do cenário. A Defesa Civil Municipal decretou situação de emergência e, no dia 29 de julho, apresentou os planos de trabalho relacionados aos danos provocados pela estiagem. Após levantamentos técnicos e avaliação dos impactos, o município obteve o reconhecimento da situação de emergência e a aprovação do plano de trabalho para aquisição de cestas básicas e locação de caminhões-pipa. O coordenador da Defesa Civil de Rio Branco, tenente-coronel Cláudio Falcão, explicou que o planejamento antecipado permite uma resposta mais rápida às necessidades da população. “A Defesa Civil já se antecipou a esse momento. Nós fizemos a decretação de situação de emergência, realizamos os levantamentos dos danos relacionados à seca, o monitoramento e o acompanhamento da gravidade da situação. O reconhecimento foi feito e também apresentamos o plano de trabalho, que foi aprovado para aquisição de cestas básicas e locação de caminhões-pipa”, detalhou.
Desde agosto, os caminhões-pipa estão sendo utilizados no atendimento das comunidades afetadas pela estiagem. Além do abastecimento emergencial, a Defesa Civil acompanha a necessidade de armazenamento de água por meio de represas e poços, principalmente nas áreas rurais. “A principal ação neste momento é garantir o abastecimento de água. Já estamos realizando essa operação com caminhões-pipa desde agosto e seguimos acompanhando as áreas que apresentam maior necessidade. Também estamos atentos à questão do armazenamento de água, por meio de represas e poços, além dos impactos na agricultura, pecuária e na economia da população rural”, frisou Falcão. O nível do Rio Acre também é monitorado constantemente, mas a Defesa Civil ressalta que as ações não são definidas apenas pela medição da régua do rio. “Não observamos apenas o nível do Rio Acre para definir nossas ações. Também analisamos as condições em campo, as estradas rurais, os poços, as cacimbas, o abastecimento de água, a agricultura e a pecuária. A população mais vulnerável neste momento é a população rural”, pontuou o coordenador.
O período de estiagem também aumenta a preocupação com queimadas, incêndios e a qualidade do ar. Por isso, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente mantém ações permanentes de prevenção, monitoramento e fiscalização, intensificadas durante a época mais seca do ano. O acompanhamento é realizado por meio de dados de satélite, informações do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), ferramentas de geoprocessamento, imagens de drones e vistorias em campo. Entre os indicadores observados está a concentração de partículas finas no ar, como o PM2.5. Para a secretária municipal de Meio Ambiente, Flaviane Stedille, a estratégia é agir antes que as ocorrências alcancem maiores proporções. “Com a previsão de uma estiagem mais severa, nós intensificamos as ações de prevenção e monitoramento para evitar queimadas e proteger a qualidade do ar”, afirmou a secretária.
Fonte: Pref. de Rio Branco

























