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UM POETA SE FOSSE MUDOLula compara promessa de Trump no Estreito de Ormuz a pirataria

Presidente brasileiro critica anúncio de Trump sobre controle do Estreito de Ormuz e associa guerra no Oriente Médio à alta de alimentos no Brasil.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou como “pirataria” a declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre assumir o controle do Estreito de Ormuz, no Irã, e exigir compensação financeira por cada embarcação carregada de petróleo que atravessar a região.

Segundo Lula, a medida proposta por Trump vai contra princípios históricos dos próprios Estados Unidos, que sempre combateram práticas de pirataria no mundo. Para o petista, a iniciativa representa um retrocesso e uma apropriação indevida de uma rota marítima estratégica.

As declarações foram feitas nesta segunda-feira (13), durante visita do presidente ao Instituto Mauá de Tecnologia (IMT), em São Paulo, onde ocorrem testes com etanol e biodiesel para formulação de combustíveis menos poluentes. Lula estava acompanhado do vice-presidente Geraldo Alckmin e dos ministros Alexandre Silveira, Guilherme Boulos e Luiz Marinho.

Em sua fala, Lula também vinculou o conflito no Oriente Médio ao aumento da inflação sobre itens básicos da alimentação no Brasil, como feijão, arroz, tomate e cebola. Ele argumentou que a elevação dos preços dos combustíveis, usados no transporte de mercadorias, impacta diretamente o custo dos alimentos.

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O presidente questionou a justificativa do governo americano para o conflito, que aponta supostos programas nucleares iranianos. Lula afirmou ter visitado o Irã em 2010, quando foi assinado um acordo em que o país se comprometia a não desenvolver armas atômicas. Ele comparou a situação à acusação de que o ex-ditador iraquiano Saddam Hussein possuía armas químicas, alegação que nunca foi comprovada.

Segundo Lula, o Irã não tinha capacidade nem intenção de fabricar armas nucleares. Ele criticou a guerra como um elemento que eleva o custo de vida no Brasil e justificou a taxação de 12% sobre exportações de petróleo, aplicada à Petrobras e demais empresas do setor. Para ele, esse imposto funciona como um subsídio para proteger a população brasileira da insegurança alimentar provocada pelo conflito que atribui a Trump.

Lula também defendeu que o Brasil não cobrará taxas extras de quem quiser comprar seus produtos, reafirmando a prática de “preço justo” para as exportações nacionais. Ele criticou a postura de quem, segundo ele, se aproveita de tragédias para obter lucro.

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Fonte: O GLOBO

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