Menu

POR QUE O GOVERNO TEME OS CAINHONEIROS?Greves de caminhoneiros: histórico de paralisações e desfechos no Brasil

Categoria volta a parar nesta segunda para pressionar Senado sobre MP do Frete; relembre mobilizações de 2015 e 2018.

publicidade

As paralisações de caminhoneiros no Brasil combinam demandas econômicas e, por vezes, pautas políticas. O movimento marcado para esta segunda-feira (13) busca pressionar o Senado a votar a chamada “MP do Frete”.

Nos últimos dez anos, grandes mobilizações forçaram negociações com o governo federal, resultando em leis que ainda regulam o setor de transportes.

Em fevereiro de 2015, a categoria paralisou 120 pontos em 11 estados. A principal reivindicação era a redução do preço do diesel e a criação de uma tabela única de frete. A greve terminou em março, com a sanção da Lei dos Caminhoneiros (Lei 13.103/2015), que regulamentou a jornada de trabalho e isentou o pedágio para eixos suspensos.

Em novembro do mesmo ano, novos protestos tiveram caráter político, pedindo a renúncia da então presidente Dilma Rousseff.

A maior greve recente ocorreu em maio de 2018, durando dez dias e causando desabastecimento crítico em todo o país. O motivo principal foi o aumento do diesel, ligado à política de preços vigente. O governo aceitou 12 reivindicações, incluindo a redução de R$ 0,46 no litro do combustível e a criação de medidas provisórias que instituíram a Política de Preços Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas (MP 832/2018).

Leia Também:  Delação de Vorcaro volta a travar e PF vê avanços insuficientes

No movimento atual, os caminhoneiros querem que o Senado aprove a “MP do Frete”, que prevê punições severas para empresas que descumprirem o piso mínimo do frete, com multas de até R$ 10 milhões. Lideranças da categoria mantêm diálogo com o Ministério dos Transportes para garantir o cumprimento da tabela e a redução de impostos como o ICMS.

Fonte: CNN Brasil

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade