O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) utilizou, nesta quinta-feira (14/5), a doação de R$ 1 milhão feita por Henrique Moura Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, ao Partido Novo de Minas Gerais para atacar o pré-candidato à presidência da República Romeu Zema (Novo). Henrique foi preso nesta manhã durante a 6ª fase da operação Compliance Zero.
Eduardo apresentou um detalhamento das receitas da prestação de contas do partido e destacou a doação de R$ 1 milhão de Henrique Vorcaro. Ele elevou o tom após críticas de Zema ao senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL), por pedido de dinheiro feito por Flávio ao ex-controlador do Banco Master para financiar o filme “Dark Horse”, que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Na crítica, o político mineiro alegou que não adianta criticar práticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “e fazer a mesma coisa”. Em postagem no X (antigo Twitter), Eduardo questionou: “Isso aqui seria, nas suas palavras, ‘fazer a mesma coisa que o PT’, Zema?”.
Zema, por meio de um vídeo publicado nas redes sociais, chamou de “imperdoáveis” e “um tapa na cara dos brasileiros de bem” as cobranças de Flávio ao banqueiro Daniel Vorcaro para a finalização de um filme sobre Bolsonaro. O mineiro se referia a um áudio divulgado pelo The Intercept Brasil e confirmado pelo Metrópoles nesta quarta-feira (13/5), no qual o filho de Bolsonaro pede dinheiro ao banqueiro para a realização do filme “Dark Horse”, que busca exaltar a imagem do ex-presidente.
O financiamento seria de US$ 24 milhões, cerca de R$ 134 milhões. “Flávio Bolsonaro, ouvir você cobrando dinheiro do Vorcaro é imperdoável. É um tapa na cara dos brasileiros de bem”, ressaltou Zema.
A operação Compliance Zero, que resultou na prisão de Henrique Vorcaro, visa investigar supostos crimes financeiros. Até o momento, não há mais detalhes sobre a participação de Henrique no esquema.
Eduardo Bolsonaro, por sua vez, usou a doação como contra-ataque às críticas de Zema, sugerindo que o pré-candidato do Novo também se beneficia de recursos de pessoas investigadas. A troca de acusações acirra o clima político entre os campos bolsonarista e de Zema, que busca se posicionar como alternativa de direita nas eleições presidenciais de 2026.
Fonte: Metrópoles


























