Na segunda-feira passada (04/05), o ex-prefeito da capital e atual pré-candidato ao Governo do Estado, Tião Bocalom, cometeu o “sacrilégio” de usar palavras proibidas pelo index das seitas progressistas (sim, a Esquerda é sectária e extremamente autoritária).
Bocalom ousou dizer que “o índio hoje não quer mais ficar lá no mato só comendo bicho”, o que fez com que a militância indigenista e empregados de ONGs europeias surtassem nas redes sociais e passassem a atacá-lo sob o pretexto de que ele não tem “lugar de fala”.
Afinal, os índios querem permanecer nas áreas de floresta, distantes da vida comunitária, nas vilas e cidades próximas às suas aldeias, evitando o contato com não-índios e sobrevivendo exclusivamente da caça, da pesca e da coleta de sementes? Qual foi o problema? Chamar índios de índios, e não de “indígenas” ou de “originários”, como dita a moda? “Índio” é sinônimo de indígena, autóctone ou nativo, no sentido de pertencimento ao território: é o que é interno, íntimo, intrínseco. Trata-se de uma reação desproporcional e nada honesta por parte da militância esquerdista.
Se quisermos encontrar respostas para esses questionamentos, basta olharmos para a realidade que vivenciamos no país. Os índios não são estrangeiros e nem precisam da tutela de ONGs. São cidadãos brasileiros, seres humanos livres que precisam e querem acesso aos bens de consumo, ao estudo de qualidade, à saúde, à mobilidade e à tecnologia. Negar aos índios a participação plena é negar-lhes a cidadania brasileira; é ferir a dignidade humana.
Vejamos quem são os indivíduos e grupos que falam em nome dos índios – os tais “donos dos índios” no Acre. São, em sua maioria, capachos de fundações estrangeiras, militantes partidários do PT, PV, PSB ou PCdoB, ou caboclos que subvertem a identidade Mestiça, apagando da própria personalidade a herança branca e forjando uma etnicidade fictícia para efeito de propaganda e guerra cultural.
Bocalom pode ter usado uma linguagem simples, tosca e até um tanto violenta aos ouvidos sensíveis da militância identitária. Mas, como de costume, foi extremamente honesto e disse o que todos sabem ser real. Os acreanos indígenas e não-indígenas, querem e merecem acesso a estradas, infraestrutura, saneamento e, sobretudo, a liberdade para trabalhar e produzir em suas terras.
Porém, o que o chorume esquerdista esperava de um candidato ao Governo? Provavelmente o mesmo que recebeu do PT e da sua famigerada “FPA” ao longo de vinte anos – duas décadas – de hegemonia política: ou seja, lisonjas e mentiras!

Nésio Mendes Carvalho































