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BALANÇO DA CHEIA

Rio Acre inicia vazante, mas 27 bairros seguem alagados

Após atingir pico de 14,58m, manancial recua para 14,27m; Defesa Civil mantém alerta com mais de 2,2 mil pessoas atingidas.
Prefeitura de Rio Branco acompanha de forma contínua, a situação do rio Acre e de pelo menos 12 igarapés da capital. Foto: Val Fernandes/Secom.

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A capital acreana começa a observar os primeiros sinais de recuo das águas do Rio Acre neste início de semana. Após um domingo (18) crítico, onde o manancial atingiu a marca de 14,58 metros, a medição oficial da noite desta segunda-feira (19) e manhã de terça (20) confirmou uma vazante gradual, posicionando o rio na marca de 14,27 metros.

Apesar da tendência de queda, o cenário ainda é de emergência: o Rio Acre permanece 27 centímetros acima da cota de transbordamento (14,00m). O solo saturado e a previsão de chuvas isoladas nas cabeceiras impedem que as famílias iniciem o retorno para suas casas, mantendo o monitoramento das autoridades em nível máximo.

🏠 Números da Crise e Acolhimento

A solidariedade e a eficiência logística têm sido as marcas do enfrentamento a esta cheia. Confira os dados atualizados do boletim da Defesa Civil:

  • Impacto Humano: Mais de 2,2 mil pessoas foram atingidas diretamente.
  • Famílias Atingidas: 631 famílias precisaram de algum tipo de assistência ou intervenção.
  • Abrigo Público: O Parque de Exposições Wildy Viana concentra o atendimento às famílias desabrigadas, oferecendo suporte para aqueles que não têm para onde ir.
  • Bairros Críticos: Regiões como Baixada da Sobral, Base e Ayrton Senna ainda sofrem com ruas tomadas pelas águas, dificultando o acesso e o fornecimento de serviços básicos.
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Comportamento das Águas

De acordo com o Serviço Geológico do Brasil (SGB), a vazante em Rio Branco é reflexo da diminuição do volume de chuvas nas cidades de Assis Brasil e Brasileia. A massa de água principal já passou pela capital, e a tendência agora é de estabilização. Contudo, o alerta para enxurradas e deslizamentos de terra continua, visto que as encostas estão instáveis devido ao longo período de umidade.

Redação | Portal Acre Conservador
*Com informações da Prefeitura de Rio Branco

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