⚖️ Dor transformada em compromisso
Durante audiência pública realizada nesta quinta-feira (23) na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), o deputado Afonso Fernandes (Solidariedade) fez um pronunciamento firme sobre a necessidade de ações concretas para conter o avanço do feminicídio no estado.
Autor do requerimento que originou o debate, Fernandes afirmou que o momento não é para “discursos vazios”, mas para lembrar as vítimas e transformar a dor em compromisso político e social.
“Hoje, não estamos aqui para discursos vazios. Estamos aqui para lembrar de pessoas que tinham planos, afetos, sonhos, e foram arrancadas de nós por um crime que tem nome: feminicídio”, declarou.
📊 Um cenário alarmante
O parlamentar destacou que os dados do feminicidômetro revelam uma realidade preocupante no Acre — números que representam vidas interrompidas, mães, filhas e irmãs brutalmente assassinadas.
Entre as vítimas, ele citou a servidora pública Sara Araújo de Lima, de 38 anos, funcionária da Fundação Hospitalar, morta a tiros pelo companheiro no estacionamento do local de trabalho.
🌹 Homenagem e projeto de lei
Em memória de Sara e de tantas outras vítimas, Afonso Fernandes apresentou um projeto de lei que institui o Dia Estadual de Combate ao Feminicídio, que levará o nome de Sara Araújo de Lima.
“Seu nome, que poderia se perder no anonimato das estatísticas, agora será símbolo, bandeira viva desta Casa de Leis”, afirmou o deputado.
Fernandes também mencionou outras vítimas de feminicídio no estado, como Janice da Rocha Lima, Luana Conceição do Rosário, Luzia Costa, Maria Marciana, Zena Colina, Maria das Graças, Paula Gomes, Márcia Maria e Giovana Souza.
“Lembrar seus nomes é recusar a naturalização da barbárie”, reforçou.
🛡️ Propostas para o enfrentamento da violência
O parlamentar apresentou um conjunto de ações práticas para o combate à violência contra a mulher, com foco em prevenção, acolhimento e punição eficaz:
- Reforço à rede de proteção, com mais estrutura nas delegacias especializadas;
- Plantões psicológicos e abrigos emergenciais 24 horas;
- Investimentos em tecnologia e integração de sistemas de monitoramento;
- Fiscalização rigorosa das medidas protetivas;
- Ações educativas voltadas à conscientização sobre masculinidades e cultura de respeito.
“Precisamos começar pela educação, lá na escola, no início da vida das crianças e adolescentes. Não há neutralidade diante da violência. Ou nos posicionamos, ou somos cúmplices”, afirmou.
🏛️ Políticas com metas e resultados
Ao encerrar seu discurso, Afonso Fernandes cobrou políticas públicas com metas, prazos e orçamento definidos, ressaltando o dever do Estado em proteger a vida e garantir justiça.
“Como legislador, não me contento em registrar números. Exijo políticas eficazes, que façam diferença nas ruas, nas casas, nas delegacias e nos tribunais”, declarou.
Em tom emocionado, o deputado prestou solidariedade aos familiares de Sara e das demais vítimas.
“Sentimos a dor. E prometemos transformar essa dor em compromisso para minimizar essa doença que atinge todo o Brasil e o nosso estado.”
💬 O enfrentamento ao feminicídio deve ocorrer sem ideologização política, mas com base em princípios constitucionais, defesa da vida e fortalecimento da família — pilares fundamentais de uma sociedade livre e justa.
Combater a violência contra a mulher é um dever moral e institucional, e requer políticas sérias, contínuas e fiscalizadas, sem espaço para discursos meramente simbólicos.
Reportagem | Portal Acre Conservador
*Com informações da Agência ALEAC.




























