O procurador-geral da República, Paulo Gonet, negou ontem (14) o pedido de prisão preventiva do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), feito por Lindbergh Farias (PT-RJ) e Talíria Petrone (PSol-RJ). No parecer, Gonet ressaltou que os parlamentares não têm legitimidade legal para solicitar tal medida, conforme o artigo 311 do Código de Processo Penal — decisão que representa uma rara vitória da legalidade sobre o ativismo político-judicial que vem marcando o ambiente institucional brasileiro.
O procurador destacou que apenas a polícia judiciária, o Ministério Público ou parte legítima do processo podem solicitar uma prisão preventiva. Ele ainda lembrou que a própria Câmara dos Deputados já instaurou procedimentos internos para tratar do caso e que qualquer bloqueio de recursos parlamentares deve seguir a via cível, não criminal.
🎯 O episódio reforça o clima de tensão entre o Legislativo e o Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente após uma série de decisões questionáveis tomadas pelo ministro Alexandre de Moraes, cuja atuação vem sendo observada com crescente preocupação dentro e fora do país.
⚖️ Judiciário em xeque e temor de novas sanções
Nos bastidores, há temor crescente entre ministros e juízes de que novas sanções internacionais possam ser impostas ao Brasil, à semelhança da Lei Magnitsky, já aplicada pelos Estados Unidos contra Moraes e familiares. A ação diplomática de Eduardo Bolsonaro, que tem mantido contato direto com parlamentares e autoridades norte-americanas, estaria acentuando esse desconforto — e expondo o isolamento de um Judiciário visto como cada vez mais autoritário e arbitrário.
🧩 Enquanto o deputado é alvo de denúncias frágeis e politizadas, o STF segue libertando criminosos e traficantes ligados a facções poderosas, em decisões que escandalizam a opinião pública e minam a credibilidade institucional.
💬 Eduardo reage e desafia arbitrariedades
Após o parecer da PGR, Eduardo Bolsonaro publicou vídeo em suas redes sociais rechaçando o pedido de prisão e criticando diretamente o ministro Alexandre de Moraes. Segundo o parlamentar, “não há crime, há perseguição”. Ele afirmou ainda que não será preso mesmo em caso de condenação menor que quatro anos, e que o objetivo real de seus adversários é silenciar vozes conservadoras.
A manifestação de Gonet, portanto, coloca um freio momentâneo na escalada de tensões e reforça a necessidade de respeito ao devido processo legal, algo que parece cada vez mais ausente na cúpula do Judiciário brasileiro.
Reportagem | Portal Acre Conservador
*Com informações de Danúzio News / Metrópoles























