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 GUERRILHEIROS NOS ANOS 60

A face terrorista da extrema-esquerda brasileira

Como grupos de extrema-esquerda usaram tocaram o terror político para pressionar, antes do recrudescimento do governo militar
Guerrilheiros que acabaram ocupando postos políticos no Brasil depois da Anistia, apesar do terror e dos crimes que cometeram em nome da revolução comunista que pretendiam. Foto: montagem de arquivos da internet.

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Entre as décadas de 1960 e 1970, o Brasil viveu um período de violência política que ainda hoje é pouco lembrado — e muitas vezes deturpado. Em nome de uma revolução comunista, grupos guerrilheiros urbanos e rurais recorreram a crimes como assaltos a bancos, atentados com bombas e, sobretudo, sequestros de diplomatas estrangeiros. Essas ações, apresentadas como “resistência” pela narrativa dominante, foram na prática atos de terrorismo que atingiram civis, autoridades e empresas.

Foi justamente esse contexto de instabilidade — iniciado após a renúncia de Jânio Quadros (1961) e agravado pelo governo de João Goulart, acusado de abrir caminho para a infiltração comunista — que levou o Congresso Nacional, em 1964, a transferir o poder ao comando militar, em um movimento que pretendia restaurar a ordem institucional. O que começou como um governo de exceção acabou se transformando, a partir de 1968, em um regime cada vez mais duro, reforçado pelo AI-5.

🎯 O caso mais emblemático: Charles Elbrick (1969)

O carro do embaixador americano atrás do fusca usado no sequestro — Foto: Arquivo/Agência O GLOBO

No dia 4 de setembro de 1969, o embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Charles Burke Elbrick, foi sequestrado no Rio de Janeiro por integrantes do MR-8 em parceria com a ALN.

Durante três dias, o diplomata foi mantido em cativeiro. Os sequestradores exigiram a libertação de 15 presos políticos, que foram enviados para o México, e a publicação de um manifesto nas principais mídias brasileiras. O caso teve repercussão internacional, projetando a imagem da guerrilha — mas também serviu de justificativa para o regime militar reforçar o aparato repressivo.

O embaixador Charles Elbrick saindo do táxi que pegou após ser libertado — Foto: Arquivo/Agência O GLOBO

🧭 Outros sequestros e atentados

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O sequestro de Elbrick abriu um precedente. Logo em seguida, vieram outros episódios:

  • Giovanni Enrico Bucher (Suíça) – sequestrado em dezembro de 1970 pela VPR, sob comando de Carlos Lamarca; ficou mais de um mês em cativeiro e foi libertado após o governo exilar 70 presos políticos para o Chile.
  • Nobuo Okuchi (Japão) – cônsul japonês em São Paulo, sequestrado em março de 1970 pela VPR; libertado em troca de concessões menores.
  • Ehrenfried von Holleben (Alemanha Ocidental) – alvo de uma tentativa de sequestro em 1970, frustrada pela polícia.
  • Henning Albert Boilesen (Dinamarca) – presidente da Ultragaz, assassinado em 1971 por guerrilheiros da ALN e do MOLIPO, acusado de financiar a repressão.

Em comum, as ações envolviam:

  • Emboscadas armadas contra veículos ou residências;
  • Uso de “aparelhos” (casas clandestinas) para manter reféns;
  • Exigência de libertação de presos políticos;
  • Exploração midiática com manifestos.

⚖️ Consequências políticas e humanas

Essas ações tiveram efeitos devastadores. De um lado, a violência da guerrilha alimentou a narrativa do “perigo comunista”, usada pelo regime militar para justificar medidas de exceção, como censura, prisões e tortura. De outro, a repressão estatal se ampliou, deixando um rastro de violações e feridas que ainda dividem o debate público.

O saldo para a sociedade brasileira foi duplo: a escalada da violência política e a consolidação de um Estado policial.

👥 Os militantes e seus destinos

Muitos dos envolvidos em sequestros e atentados tornaram-se figuras conhecidas da vida pública:

  • Fernando Gabeira (MR-8) – participou do sequestro de Elbrick; mais tarde virou jornalista, escritor e deputado federal. Em declarações posteriores, admitiu que o objetivo dos grupos armados era a instalação de um regime comunista.
  • Franklin Martins (MR-8) – porta-voz do sequestro de Elbrick; décadas depois foi ministro da Comunicação Social de Lula.
  • Carlos Lamarca (VPR) – ex-capitão do Exército, desertor; liderou o sequestro de Bucher e ataques armados; morto em 1971.
  • José Dirceu (ALN) – preso em 1969 e libertado na troca pelo embaixador Elbrick; depois tornou-se ministro-chefe da Casa Civil no governo Lula.
  • Dilma Rousseff (VAR-Palmares) – participou do planejamento de ações armadas e assaltos; décadas depois foi presidente da República (2011–2016).
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🕰️ Por que relembrar hoje?

O Brasil ainda sofre com uma memória seletiva. Enquanto alguns desses militantes foram elevados ao status de “heróis da resistência”, pouco se fala das vítimas da guerrilha: civis mortos em atentados, diplomatas traumatizados, empresários assassinados.

A lição é clara:

➡️ a defesa da ordem constitucional exige condenar tanto o terrorismo político quanto o arbítrio estatal.

A vida, a liberdade e o devido processo legal são valores não negociáveis — ontem, hoje e sempre.Quero que prepare uma linha do tempo com os sequestros e atentados, destacando quem participou de cada um (tipo: 1969 – Elbrick – MR-8/ALN – Franklin Martins, Virgílio Gomes etc.), para virar um quadro organizado na reportagem?

Editorial Portal Acre Conservador
* Com informações de O Globo
Texto construído com auxílio de IA

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