A recente ordem executiva assinada por Donald Trump, que autoriza ações militares contra cartéis de drogas na América Latina, provocou forte reação do presidente da Colômbia, Gustavo Petro. Durante um evento público, Petro foi direto: qualquer ataque à Venezuela será interpretado como um ataque direto à Colômbia.
Embora a ordem tenha alcance regional, analistas apontam que o alvo mais evidente é o regime de Nicolás Maduro, que teve a recompensa por sua captura dobrada para US$ 50 milhões pelo governo dos EUA. Maduro é acusado de envolvimento direto com o narcotráfico, com quase 7 toneladas de cocaína já atribuídas a sua rede, além de mais de US$ 700 milhões em ativos bloqueados pelo Departamento de Justiça americano.
📉 Trump endurece o discurso
A nova medida executiva de Trump permite que forças militares americanas atuem sem aprovação prévia do Congresso para neutralizar organizações ligadas ao narcotráfico — não apenas cartéis mexicanos como Sinaloa e CJNG, mas também grupos armados da América do Sul, como:
- Dissidências das FARC
- ELN (Exército de Libertação Nacional)
- Segunda Marquetalia
- Trem do Aragua
Todos esses têm presença ativa na Colômbia, alimentando a criminalidade transnacional e minando a estabilidade regional.
🇨🇴 Petro reage e tenta barrar avanço
Petro demonstrou preocupação com o que considera uma ameaça à soberania nacional da Colômbia, alertando para o risco de bombardeios e ações unilaterais dos EUA:
“Trump já está dizendo que está enviando seus aviões para bombardear […] Eles já estavam matando crianças sob as bombas […] A soberania nacional existe”, declarou Petro.
A retórica do presidente colombiano, no entanto, ignora os laços persistentes entre seu governo e forças políticas que resistem a enfrentar com firmeza os grupos armados e o narcotráfico. Ao tratar com ambiguidade o combate a redes criminosas, Petro se distancia da firmeza esperada de um líder comprometido com a segurança da população.
📊 Contexto: crime transnacional e narcoterrorismo
Segundo o Departamento de Estado dos EUA, cerca de 90% da cocaína apreendida nos EUA tem origem na Colômbia. O envolvimento de grupos como as FARC e o ELN com o narcotráfico é documentado há décadas, tornando a América do Sul um dos principais corredores mundiais de drogas.
Nos últimos anos, o Brasil também tem sido afetado diretamente por essa rede de influência, especialmente com a presença do Trem do Aragua, grupo criminoso venezuelano que já atua em mais de 10 estados brasileiros, incluindo a região Norte.
🧭A reação do presidente Petro escancara uma postura ideológica e passiva diante de um problema real: o avanço do narcoterrorismo. Em vez de buscar cooperação, opta por um discurso nacionalista que serve mais à retórica política do que à proteção dos cidadãos.
Trump, ao autorizar ações diretas contra os cartéis, assume a responsabilidade que governos locais muitas vezes evitam. O narcotráfico é uma ameaça à soberania, à ordem pública e à segurança das Américas. É necessário mais coragem — e menos complacência — diante do crime organizado.
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👉 Reportagem – Portal Acre Conservador
* Com informações de Danúzio News































