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BOOM DA BIOECONOMIA

Óleo de murumuru do Acre ganha mercado global promissor

Com US$ 1 bilhão em valor estimado até 2030, exportação da manteiga pode renda às famílias da Coopercintra
No mercado da manteiga de murumuru, enviada a pelo menos três grandes empresas de cosméticos do país, a Coopercintra atua em 53 comunidades rurais distribuídas entre cinco municípios. Foto: Pedro Devani/Secom

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Óleo chega a grande empresas de cosméticos do país. Foto: Pedro Devani/SecomAgro acreano mira o mercado global de murumuru

A Coopercintra, cooperativa de agricultura familiar com sede em Rodrigues Alves (Acre), ganhou destaque ao transformar o murumuru — antes visto como incômodo no campo — em fonte de renda e preservação ambiental. Com ações de capacitação, infraestrutura e parcerias com empresas como a Natura, a cooperativa já mobiliza 53 comunidades e produz 20 toneladas por ano da manteiga de murumuru, matéria-prima usada internacionalmente para cosméticos. 30% da diretoria é composta por mulheres, reforçando o caráter inclusivo da iniciativa.

Mercado global: alta projeção e oportunidades

O mercado global de manteiga de murumuru vem crescendo com a demanda por cosméticos naturais. Em 2023, o setor já valia cerca de US$ 634 milhões só para aplicações cosméticas, com previsão de chegar a US$ 922 milhões até 2030, crescendo a uma taxa anual de 5,5 %. Outros estudos indicam que o mercado total de manteiga de murumuru alcançará US$ 1,02 bilhão em 2024, podendo atingir US$ 1,53 bilhão até 2029, com crescimento projetado de 8,5 % ao ano. Esses números revelam um potencial significativo para o Acre inserir a produção local como fornecimento estratégico para marcas nacionais e internacionais.

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Riscos geopolíticos e barreiras ao crescimento

No entanto, esse cenário promissor pode sofrer impacto devido à escalada de tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos. Em 2025, os EUA impuseram tarifas de até 50 % sobre produtos brasileiros, resultado de um conflito diplomático agravado por posicionamentos equivocados do governo Lula em questões judiciais e ideológicas. O Brasil não reage de  forma consistente e o Governo lulopetista parece apostar na crise para criar a narrativa de que os problemas do país têm origem em Washington e o clima de incerteza persiste. Se murumuru estiver entre os itens tributáveis — especialmente em produtos de alto valor agregado como cosméticos — os custos podem subir, reduzindo a competitividade dos agentes locais e estrangeiros que apostam na cadeia da bioeconomia acreana.

Preservação e renda caminham juntas

O trabalho da Coopercintra destaca quanto a floresta é essencial para a economia local. A técnica artesanal, extrativismo sustentável e aproveitamento total do fruto reforçam que o murumuru pode ser uma vilã ambiental ou uma protagonista no desenvolvimento rural — dependendo de como é valorizado. A cadeia gera renda e preserva a mata, com impacto direto nas comunidades extrativistas e nas mulheres que ocupam posição de liderança.

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Acompanhe o Portal Acre Conservador para acompanhar o desenvolvimento da bioeconomia acreana, políticas públicas voltadas ao campo e os reflexos das tensões internacionais na vida dos produtores locais. Informação que fortalece o Acre e promove autonomia.

Reportagem – Portal Acre Conservador
* Com informações da Agência de Notícias do Acre / El País / Reuters / TIME

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