O estado do Acre ocupa lugar de destaque no cenário nacional ao apresentar uma das menores taxas de mortalidade no trânsito do país, conforme dados recentes divulgados pelo Centro de Liderança Pública (CLP). O levantamento, com base no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e no Sistema de Informações Hospitalares (SIH), ambos mantidos pelo Departamento de Informática do SUS (Datasus), revela que o Acre registrou 11,20 mortes no trânsito por 100 mil habitantes – a quarta menor taxa entre os 26 estados e o Distrito Federal.
Segundo o ranking, apenas São Paulo (10,95), Amazonas (11,14) e o Distrito Federal (11,18) apresentam índices menores de óbitos por acidentes de trânsito. Em relação à morbidade – que diz respeito a feridos e internados em decorrência de acidentes – o Acre figura na 13ª posição, com 113,6 casos por 100 mil habitantes, um índice considerado intermediário.
Para a presidente do Detran/AC, Taynara Martins, o avanço é reflexo de uma ação contínua e integrada de educação, fiscalização e conscientização:
“O Detran e o Batalhão de Trânsito da Polícia Militar têm trabalhado incansavelmente na implementação de políticas públicas de educação para o trânsito, campanhas de conscientização, fiscalização e capacitando seus agentes. A educação é um pilar fundamental para transformar comportamentos e promover um trânsito mais seguro e humano. A segurança no trânsito é uma responsabilidade compartilhada e nosso objetivo é construir um Acre com índices cada vez menores”, declarou.
Referência nacional em prevenção
Os resultados reforçam o esforço que vem sendo feito por estados que adotam políticas conservadoras e de responsabilização cidadã. De acordo com estudos da Frente Parlamentar em Defesa do Trânsito Seguro, vinculada ao Congresso Nacional, estados que têm investido mais fortemente em educação cívica no trânsito, policiamento ostensivo e punições mais firmes para condutas de risco apresentam quedas mais significativas nos indicadores de mortalidade.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) destaca que o Brasil ainda enfrenta desafios severos no setor, com uma média nacional de aproximadamente 15,6 mortes por 100 mil habitantes, muito acima do patamar considerado aceitável. Nesse cenário, os dados do Acre mostram um desempenho superior à média nacional, e indicam uma tendência positiva de redução de vítimas.
O que dizem os números
- Mortalidade no trânsito (por 100 mil hab.):
- São Paulo – 10,95
- Amazonas – 11,14
- Distrito Federal – 11,18
- Acre – 11,20
- Morbidade no trânsito (internações por 100 mil hab.):
- Acre – 113,6 (13º melhor desempenho)
Esforços que fazem a diferença
O governo estadual, em colaboração com a sociedade civil, tem mantido campanhas periódicas de educação no trânsito, com foco em jovens, motociclistas e condutores de transporte coletivo. Além disso, há ações preventivas em áreas rurais e de difícil acesso, com suporte de viaturas e agentes capacitados.
Especialistas também apontam que a melhoria da malha viária urbana, a instalação de redutores de velocidade, bem como o uso de tecnologias de monitoramento e radar inteligente, contribuem para a estabilidade dos índices no estado.

Fonte: Agência de Notícias do Acre





























