O mercado financeiro brasileiro enfrentou um dia de volatilidade nesta quarta-feira (28), com o dólar à vista encerrando o pregão em alta de 0,88%, cotado a R$ 5,6952, e o índice Ibovespa recuando 0,47%, aos 138.887,81 pontos.
Dólar: alta impulsionada por incertezas fiscais
O real sofreu pressão devido à incerteza sobre alterações nas alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), especialmente em relação a investimentos estrangeiros. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o secretário-executivo da pasta, Dario Durigan, se reuniram com representantes da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) para discutir possíveis ajustes nas medidas. Durigan alertou que mudanças podem reduzir a arrecadação esperada e levar a ajustes na execução orçamentária, com impactos para bloqueio e contingenciamento de recursos.
Bolsa: recuo com foco no Caged e na ata do Fed
O índice da B3 interrompeu uma sequência de três pregões de alta, influenciado por fatores internos e externos. O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de abril revelou a criação líquida de 257,5 mil postos de trabalho, superando as expectativas do mercado. No entanto, a ata do Federal Reserve (Fed) indicou cautela diante da inflação nos EUA, sinalizando que a política monetária pode permanecer restritiva, o que afetou negativamente os mercados acionários.
Expectativas para o futuro
Com o fechamento de maio se aproximando, o mercado aguarda os próximos passos do governo em relação à política fiscal e monetária. O foco permanece na evolução do IOF e nas decisões do Fed, que podem influenciar o fluxo de investimentos e a estabilidade econômica do país.
Fonte: Jovem Pam / Estadão Conteúdo




























