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Internacional

Aliança Democrática vence eleições em Portugal, mas sem maioria no parlamento

Direita cresce e partido socialista sofre derrota histórica; primeiro ministro Luís Montenegro é reconduzido ao cargo.
Aliança Democrática (AD) venceu as eleições em Portugal neste domingo, 18.

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A coligação Aliança Democrática (AD) venceu as eleições em Portugal neste domingo, 18. Com mais de 99% dos votos apurados, Luís Montenegro será reconduzido ao cargo de primeiro ministro. A coalizão obteve 32,72% dos votos, conquistando 98 das 230 cadeiras do Parlamento. O Partido Socialista ficou em segundo lugar, com 23,38%, seguido de perto pelo Chega, de direita, com 22,56%. Ambos os partidos conquistaram 58 cadeiras.

O resultado eleitoral não garantiu maioria de deputados para a AD, que reúne PSD e CDS-PP, e evidenciou o crescimento do partido Chega. O Partido Socialista registrou uma perda de 20 cadeiras em relação à eleição anterior. Ainda faltam ser computados os votos do exterior, que definirão mais quatro representantes no Parlamento. Pedro Nuno Santos anunciou sua saída da liderança do Partido Socialista.

Quem é Luís Montenegro?

Luís Montenegro, será reconduzido ao cargo de Primeiro Ministro de Portugal

Luís Montenegro, nascido em 1973 no Porto, reassume o cargo de primeiro-ministro de Portugal após a vitória da Aliança Democrática (AD) nas eleições legislativas deste domingo, 18. O líder da coligação de centro-direita retorna ao poder pouco mais de dois meses após a queda de seu governo, resultado de uma moção de confiança rejeitada pelo Parlamento, o que culminou na convocação de novas eleições.

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Formado em Direito pela Universidade Católica Portuguesa de Lisboa, com especialização em proteção de dados pessoais, Montenegro possui experiência como advogado e empresário, além de uma longa trajetória parlamentar. Aos 29 anos, foi eleito deputado pelo Partido Social Democrata (PSD). Entre 2011 e 2015, durante o governo de Pedro Passos Coelho, liderou a bancada do PSD no Parlamento. Nesse período, ele defendeu o programa de austeridade fiscal imposto pela “troika” (União Europeia, Banco Central Europeu e FMI) em troca de auxílio financeiro para a contenção da crise da dívida.

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