STF é acusado de editar depoimento-chave no julgamento do 8 de janeiro
O advogado Jeffrey Chiquini, que integra a defesa de ex-assessores de Jair Bolsonaro, fez uma denúncia grave: o vídeo do depoimento do general Gonçalves Dias, ex-ministro-chefe do GSI, foi editado pelo STF antes de ser anexado ao processo. A acusação foi divulgada em vídeo publicado em seu perfil no X nesta quarta-feira (23).
Chiquini afirma que o corte ocorreu justamente durante trecho no qual Dias confirmava a existência de “tropa de prontidão no Palácio do Planalto” durante os atos de 8 de janeiro de 2023 — informação considerada crucial para o entendimento dos fatos. O advogado usou expressões como “maior bomba do ano” e “STF adulterou o vídeo”, exigindo explicações e imediata liberação do conteúdo inalterado.
Conteúdo integral divulgado pela defesa
Segundo o advogado, a versão completa do depoimento, com cerca de 18 minutos, já foi disponibilizada no YouTube, evidenciando as passagens supostamente omitidas pelo Supremo. Uma das supostas omissões é a declaração que confirma tropas militares “em prontidão” no Planalto, recorrentemente questionada pela defesa.
Contexto e implicações
Até o momento, o STF não se manifestou oficialmente sobre a acusação de manipulação. O silêncio institucional, no entanto, reforça a percepção de que há uma operação de controle seletivo da narrativa, eliminando trechos desfavoráveis ao governo. Em meio ao julgamento por tentativa de golpe, qualquer omissão ou edição pode comprometer a credibilidade do processo e ferir o devido processo legal, a transparência e o princípio da ampla defesa.
Essa não é a primeira vez que o STF se vê sob suspeita de agir como um censor de fatos. Casos anteriores apontam para práticas de contenção de informação — uma tendência que alimenta a desconfiança da população em relação à imparcialidade da Corte.
✅ A quem interessa a edição?
A edição do vídeo pode beneficiar a acusação ao remover indícios que atenuariam a versão oficial. Isso representa uma manobra para reforçar a narrativa de “trama golpista”, enquanto suprime evidências que apontam interferência militar no episódio de 8 de janeiro.
Do ponto de vista conservador, a integridade processual e a fidelidade aos fatos são fundamentais. Editar vídeos em julgamento é o oposto disso.
📌 O que esperamos
É urgente que o STF publique a versão integral do depoimento, sem cortes ou edições. Se comprovada a adulteração, caberá às defesas requerer medidas corretivas ou até a nulidade de etapas do processo. A credibilidade da Justiça exige isso.
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Reportagem | Portal Acre Conservador
*Com informações de Revista Oeste































