Reportagem – Portal Acre Conservador
Com 67,51% da primeira etapa já concluída, a construção da nova Maternidade Marieta Messias Cameli, localizada na Avenida Presidente Médici, em Rio Branco, segue como uma das obras mais emblemáticas do governo Gladson Cameli. Com investimento superior a R$ 100 milhões, o projeto é tratado como prioridade na reestruturação do sistema de saúde pública do Acre, especialmente no atendimento materno-infantil.
A nova maternidade vai oferecer mais de 250 leitos, incluindo 30 de UTI neonatal, 10 de UTI adulto e 30 de Unidade de Cuidados Intermediários, além de 16 salas PPP (pré-parto, parto e pós-parto), reforçando o atendimento humanizado. O prédio também contará com a Casa da Gestante, Bebê e Puérpera, acolhendo gestantes de alto risco oriundas do interior e regiões de difícil acesso.
Durante visita técnica à obra, o governador Gladson Cameli afirmou:
“Estamos construindo uma maternidade de padrão nacional. Um investimento para o futuro dos nossos filhos, netos e das famílias acreanas. É um símbolo do nosso compromisso com a vida e com a dignidade das mulheres do nosso estado”.
Déficit hospitalar no Acre: realidade histórica e desafios atuais
Apesar dos avanços, o Acre ainda enfrenta um déficit histórico de leitos hospitalares, agravado pela alta demanda e pela dificuldade de acesso em regiões isoladas. Segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre), o estado conta atualmente com aproximadamente 1.600 leitos hospitalares públicos, número ainda aquém do ideal recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que indica ao menos 2,5 leitos por mil habitantes. No Acre, essa proporção é de apenas 1,8 leito por mil habitantes.
Além da limitação estrutural, a concentração dos serviços especializados na capital, como oncologia, neurocirurgia e neonatologia, torna o acesso ainda mais desafiador para pacientes do interior, especialmente de municípios isolados como Santa Rosa do Purus, Jordão e Marechal Thaumaturgo, que dependem de transporte fluvial ou aéreo para chegar até Rio Branco.
Avanços e referência hospitalar no estado
Mesmo diante dos desafios, o Acre tem registrado melhoras importantes na estrutura hospitalar nos últimos anos. Entre 2019 e 2025, o número de leitos de UTI aumentou em cerca de 40%, com a ampliação das unidades de terapia intensiva nos hospitais de Rio Branco, Cruzeiro do Sul e Tarauacá. A implantação de centros cirúrgicos modernos e a reestruturação da Central de Regulação também estão entre as conquistas recentes.
A rede pública estadual conta com três principais hospitais de referência:
- Hospital das Clínicas do Acre (HC) – principal unidade hospitalar do estado, com atendimento em diversas especialidades.
- Fundhacre (Fundação Hospital Estadual) – referência em média e alta complexidade.
- Hospital do Juruá – localizado em Cruzeiro do Sul, atende a região do Vale do Juruá e funciona como polo de saúde do interior.
A nova maternidade soma-se a essa rede como uma infraestrutura moderna e especializada, representando um salto de qualidade no atendimento materno-infantil. Ao ser concluída, estima-se que reduzirá em até 60% o tempo de espera para internação obstétrica na capital e desafogará outras unidades de saúde.
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Fonte: Agência de Notícias do Acre


























