Com foco na recuperação da malha viária rural e na prevenção dos impactos causados pelo inverno amazônico, o governo do Acre enviou na última segunda-feira, 8, oito rolos compactadores a prefeituras e regionais do estado. A ação integra a Operação Verão, coordenada pelo Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária (Deracre), e visa garantir melhores condições de acesso aos ramais durante a estação chuvosa.
Foram contempladas as prefeituras de Manoel Urbano, Brasileia e Mâncio Lima, além das regionais do Deracre em Sena Madureira, Xapuri, Brasileia e Cruzeiro do Sul (Juruá). Os equipamentos serão utilizados para acelerar os serviços de revestimento primário, compactação e melhoria de acessos nos ramais — verdadeiras veias do interior do Acre.
“Com essas entregas, reforçamos a capacidade operacional das prefeituras e das regionais, otimizando o tempo curto que temos antes do inverno amazônico se intensificar. A meta é garantir que os ramais estejam em condições mínimas de trafegabilidade nos próximos meses”, destacou a presidente do Deracre, Sula Ximenes.

🌧️ A corrida contra o tempo: o desafio do inverno amazônico
O chamado inverno amazônico é o período de chuvas intensas que ocorre aproximadamente entre novembro e abril. Neste intervalo, a manutenção de ramais se torna praticamente inviável devido à formação de atoleiros, enxurradas e erosões, tornando intransitáveis milhares de quilômetros de estradas vicinais.
É durante o chamado verão amazônico — entre maio e outubro — que o estado e os municípios têm uma janela crítica de seis meses para intervir nas vias rurais. Perder esse período representa prejuízos graves à logística escolar, ao escoamento da produção agrícola e à mobilidade dos moradores da zona rural.
📏 A malha de ramais do Acre e os maiores desafios
Segundo dados da Secretaria de Infraestrutura, o Acre possui aproximadamente 15 mil quilômetros de ramais, sendo uma das maiores malhas viárias vicinais proporcionais do Brasil. O município com a maior extensão é Tarauacá, que sozinho abriga cerca de 2.000 km de ramais, seguido por Cruzeiro do Sul e Sena Madureira.
A dificuldade de manter essa rede é gigantesca: muitos trechos ficam a horas de viagem dos centros urbanos, exigem balsas para transporte de máquinas e dependem de insumos que não chegam com facilidade. O custo logístico é elevado, e o tempo disponível para execução das obras é estreito. Ainda assim, é nesses caminhos que vivem milhares de famílias que dependem de ramais para estudar, trabalhar, vender sua produção ou buscar atendimento médico.
🧑🌾 A realidade de quem vive longe das cidades
A população das áreas isoladas do Acre enfrenta diariamente o desafio de viver com acesso limitado. Para muitos, o único meio de chegar à escola ou à cidade mais próxima é percorrendo dezenas de quilômetros em caminhonetes ou até em cavalos e canoas. Quando os ramais estão abandonados, o transporte escolar não passa, a produção estraga no campo e o isolamento se acentua.
A Operação Verão é, portanto, muito mais do que uma obra de infraestrutura. Ela é uma política de cidadania, que leva dignidade e integração às populações rurais, com foco no desenvolvimento, na segurança alimentar e no direito de ir e vir.
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Com informações da Agência de Notícias do Acre



























