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GRIPE HUMANA

Mais de 70% das mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave no Brasil estão relacionadas à influenza A

Dados da Fiocruz apontam aumento de casos e alertam para a importância da vacinação; região Norte apresenta tendência de crescimento nos casos de SRAG.
ALOISIO MAURICIO / FOTOARENA / ESTADÃO CONTEÚDO

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O Brasil enfrenta um cenário preocupante de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com mais de 70% das mortes registradas nas últimas semanas associadas ao vírus influenza A. O boletim Infogripe da Fiocruz, divulgado nesta sexta-feira (30), revela que, na última semana de maio, a situação se agravou devido a uma onda de frio que contribuiu para o aumento dos casos. Além da influenza A, outros vírus como influenza B (1,4%), vírus sincicial respiratório (12,6%), rinovírus (9,7%) e SARS-CoV-2 (5,9%) também estão em circulação, impactando significativamente a saúde pública.

A região Norte do país apresenta uma tendência de crescimento nos casos de SRAG. Estados como Amazonas, Pará e Rondônia registraram aumento de casos nas últimas semanas, especialmente entre crianças e adolescentes. Em Manaus, por exemplo, houve um crescimento nos casos de SRAG na faixa etária de 5 a 14 anos. No Pará, o aumento foi observado em crianças de 2 a 4 anos, e em Rondônia, na população de 15 a 49 anos. A Fiocruz destaca que a causa desse aumento ainda não pode ser identificada devido ao baixo número de amostras com resultados laboratoriais disponíveis.

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A vacinação contra a gripe é uma medida preventiva essencial. Médicos infectologistas alertam que a vacina leva cerca de 15 dias para fazer efeito, sendo crucial para a proteção durante o inverno. A imunização está disponível para grupos prioritários, mas alguns estados, incluindo São Paulo, ampliaram o acesso a toda a população. A preocupação maior recai sobre idosos e crianças, que são os mais vulneráveis e representam a maioria dos óbitos registrados.

Em nível nacional, o cenário atual sugere sinal de queda nas tendências de longo prazo (últimas seis semanas) e de curto prazo (últimas três semanas). No ano epidemiológico de 2025, já foram notificados 7.122 casos de SRAG, sendo 2.365 (33,2%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 3.016 (42,3%) negativos, e ao menos 1.186 (16,7%) aguardando resultado laboratorial. Entre os casos positivos do ano corrente, observou-se 6,7% para influenza A; 3,3% para influenza B; 11,5% para vírus sincicial respiratório; 19,6% para rinovírus; e 51,7% para SARS-CoV-2 (Covid-19).

A situação exige atenção redobrada das autoridades de saúde e da população em geral. A adesão à vacinação, o uso de máscaras em ambientes fechados e a busca por atendimento médico em caso de sintomas são medidas fundamentais para conter a disseminação desses vírus e proteger os grupos mais vulneráveis.

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Fontes: Jovem Pam / Agência Fiocruz de Notícias / Portal Fiocruz / Estadão Conteúdo

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