O governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE), realizou nesta quarta-feira (3) uma operação emergencial para assegurar a merenda escolar no município do Jordão, uma das regiões mais isoladas do estado.
Devido à seca dos rios, que neste período impede a navegação de embarcações de grande porte, o abastecimento só pôde ser realizado por via aérea. Uma aeronave transportou uma tonelada de alimentos perecíveis destinados a duas escolas da rede estadual.
Foram contempladas a Escola Estadual Jairo de Figueiredo Melo, que atende em média 380 alunos, e a Escola Estadual Manoel Rodrigues de Farias, com cerca de 345 estudantes.
✈️ Logística desafiadora

A coordenadora da SEE no Jordão, Luana Guimarães, destacou o esforço do governo para garantir a qualidade da alimentação dos estudantes.
“Produtos de grande importância para a qualidade da merenda dos nossos alunos. Mais uma vez, parabenizo o nosso governo pelo compromisso e o cuidado com a qualidade da merenda em nosso município”, ressaltou.
Segundo a chefe do Departamento de Alimentação e Nutrição Escolar (Deane), Francisca Arcanja Araújo, o transporte aéreo foi a única opção viável para que os alimentos chegassem frescos às escolas.
“Temos a missão de enviar alimentos perecíveis para todos os municípios, garantindo uma alimentação mais saudável, variada e com alimentos frescos. No caso do Jordão, que é de difícil acesso, a operação aérea foi necessária diante da estiagem”, explicou.
🌵 Estiagem exige soluções criativas
Com a redução das chuvas, o nível dos rios do Acre cai drasticamente, comprometendo o transporte fluvial — principal via de acesso a cidades isoladas como Jordão, Santa Rosa e Marechal Thaumaturgo.
Esse cenário impõe desafios logísticos permanentes, que exigem do Estado planejamento, integração entre secretarias e, sobretudo, prioridade no atendimento às crianças e jovens que dependem da merenda escolar como parte fundamental de sua alimentação diária.
📌 A ação reforça a necessidade de um Estado eficiente e atento às reais demandas da população, especialmente em áreas de difícil acesso. Mais do que discursos ideológicos sobre “direito à educação”, é a gestão prática e responsável que garante que alunos de municípios isolados não sejam penalizados pela falta de logística.
Este episódio também expõe um ponto crucial: o Acre precisa avançar em infraestrutura de transporte, reduzindo a dependência de soluções emergenciais e fortalecendo o planejamento estratégico para enfrentar o ciclo anual de seca dos rios.
Reportagem | Portal Acre Conservador
* Com informações da Agência de Notícias do Acre






























