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🧭 NARCOTERRORISTMO

Fluminenses querem facções tratadas como terroristas

Pesquisa Quaest revela apoio de 72% dos moradores do Rio à proposta de enquadrar facções como organizações terroristas
No Rio 72% diz querer enquadrar facções criminosas como organizações terroristas. Foto: Reprodução/Wilton Júnior/AE.

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⚖️ Pesquisa Quaest: 72% dos fluminenses querem que facções sejam tratadas como terroristas

Uma pesquisa da Quaest Consultoria e Pesquisa, realizada entre 30 e 31 de outubro, mostra que 72% dos moradores do estado do Rio de Janeiro apoiam a proposta de enquadrar facções criminosas como organizações terroristas. Foram ouvidas 1.500 pessoas em várias regiões fluminenses. A margem de erro é de três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

O resultado revela um forte desejo popular por medidas mais duras de combate ao crime organizado, que há décadas domina territórios, impõe leis próprias e desafia a autoridade do Estado — muitas vezes com a complacência de setores ideológicos que relativizam a violência.

🚨 População quer reação do Estado contra o poder do crime

O debate sobre o enquadramento das facções como terroristas ganhou força após grandes operações policiais no Rio e em outros estados, que evidenciaram o poder bélico de grupos como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Essas facções atuam com métodos que geram terror social e paralisam comunidades inteiras, controlando serviços, comércio e até a vida política local. Ainda assim, a Lei nº 13.260/2016, que define o crime de terrorismo no Brasil, não inclui organizações criminosas nesse enquadramento — limitando a atuação do Estado.

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⚔️ Mudança legislativa e debate político

Especialistas do Ministério da Justiça reconhecem que seria necessário alterar a legislação federal para incluir facções como terroristas. Essa mudança ampliaria as ferramentas legais de repressão, permitindo penas mais severas, bloqueio patrimonial automático e cooperação internacional, nos moldes do que fazem países que enfrentam cartéis e milícias.

Entretanto, o tema enfrenta resistência política e ideológica em Brasília, especialmente entre partidos e entidades que relativizam o papel das facções sob o argumento de “causas sociais”.

Enquanto isso, a população — que vive o cotidiano da violência — demonstra clareza e firmeza: quer ordem, segurança e punição exemplar aos grupos que desafiam o Estado de Direito.

🧭 O recado das ruas

O levantamento da Quaest mostra que o cidadão fluminense quer ação, não discurso. A percepção é de que o Estado tem sido leniente diante da escalada do crime, e que a omissão política e judicial contribui para a sensação de impunidade.

A opinião pública, segundo analistas, pode pressionar o Congresso Nacional a adotar medidas mais duras, redefinindo o conceito de terrorismo no país e fortalecendo o combate ao crime organizado.

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Reportagem | Portal Acre Conservador
*Com informações da Danúzio News / Poder 360 / CNN Brasil

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