A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Acre (Fapac) anunciou nesta terça-feira (3), por meio do Diário Oficial do Estado, um chamamento público para selecionar organizações da sociedade civil (OSCs) interessadas em desenvolver capacitações para pais, mães e responsáveis de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Deficiência Intelectual (DI).
O edital integra o Programa Mentes Azuis e tem como foco a formação baseada em evidências científicas, especialmente na Análise do Comportamento Aplicada (ABA), abordagem reconhecida internacionalmente como eficaz no apoio ao desenvolvimento de pessoas com autismo.
“O chamamento é para contratar especialistas que possam, nos 22 municípios do Acre, realizar oficinas e treinamentos para mães atípicas, atingindo cerca de 1.200 mães. Além da bolsa, elas terão também capacitação em educação empreendedora e kits para iniciar um pequeno negócio em casa”, explicou Moisés Diniz, presidente da Fapac.
Segundo Diniz, a proposta busca atender uma das principais necessidades das famílias atípicas: permitir que as mães possam continuar cuidando de seus filhos com TEA enquanto geram renda de forma autônoma. O programa também contempla pais e cuidadores, incluindo profissionais das redes públicas de educação e saúde, ampliando o alcance e impacto da política pública.
Como participar
As OSCs interessadas devem enviar suas propostas até o dia 26 de junho, exclusivamente pelo e-mail [email protected]. O edital completo, com os critérios de seleção e anexos, está disponível no site da Fapac: www.fapac.ac.gov.br.
A seleção e formalização das parcerias seguirão os dispositivos da Lei Federal nº 13.019/2014, que regulamenta o Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil, e do Decreto Estadual nº 11.238/2023.
Inclusão e autonomia
O Programa Mentes Azuis foi criado com o objetivo de fortalecer políticas públicas inclusivas no Acre. A atuação da Fapac vai além da pesquisa científica, com ações diretas voltadas para educação, saúde mental, empreendedorismo e inclusão social.
“A maioria dessas mães deixa o mercado de trabalho para cuidar integralmente dos filhos. Nosso papel é criar condições para que elas não precisem escolher entre cuidar e sobreviver”, conclui Diniz.
Fonte: Fapac / Governo do Acre



























