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ORGULHO

Expoacre celebra cultura e inclusão em palco de capoeira

Centro Axé Capoeira do Acre leva mais de 30 crianças e adultos à Expoacre, fortalecendo OSCs na formação social dos bairros da Sobral
Integrantes do grupo chamaram atenção do público da Expoacre com apresentações no estande. Foto: Carolina Torres/Secom

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Durante a segunda noite da Expoacre 50 anos, domingo, 27 de julho de 2025, o estande da Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH) foi palco de uma celebração cultural vibrante. O Centro Axé Capoeira do Acre apresentou danças que ressignificam tradições como capoeira, frevo, samba-reggae, maculelê e coco de roda, reunindo mais de 30 crianças, adolescentes e adultos acreanos.

Frevo e outras danças embalaram noite no estande da pasta. Foto: Carolina Torres/Secom

Fundado há cerca de 22 anos e com aproximadamente 350 membros — especialmente de famílias em situação de vulnerabilidade — o Centro atua como plataforma comunitária de inclusão social e desenvolvimento humano. Localizado estrategicamente entre bairros da Baixada da Sobral (Boa União, João Paulo II, São Sebastião, Cabreúva, Bom Sucesso, Bahia Nova, Sobral e Carandá), a organização busca oferecer ocupação cultural e educativa aos jovens fora do horário escolar.

Em 2025, o grupo inaugurou oficialmente uma sede própria no bairro Sobral, com investimentos de R$ 280 mil e 250 m² dedicados a aulas e apresentações — tudo mantido gratuitamente pela própria associação, incluindo uniformes, energia e manutenção do espaço. Espalhados também pelo interior do Acre, como Acrelândia e Epitaciolândia, Axé Capoeira oferece aulas e rodas sociais, beneficiando cerca de 50 pessoas por turma, todas de forma gratuita e aberta à comunidade.

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Inclusão social pela cultura

O trabalho do Centro Axé Capoeira representa uma clara expressão de organização da sociedade civil, agindo com autonomia e impacto direto na redução da vulnerabilidade social. O grupo valoriza:

  • A autodeterminação comunitária, capacitando lideranças locais e promovendo formação técnica em dança, esportes e artes, sem dependência de Estado centralizado.
  • A preservação dos valores culturais, com ritmos afro-indígenas e nordestinos que compõem a identidade acreana, hoje valorizada como legado cultural regional.
  • A valorização da vida e disciplina, oferecendo estrutura e ocupação produtiva, reduzindo riscos sociais e priorizando a formação de cidadãos livres e conscientes.

Essa atuação consolidou o centro entre as iniciativas culturais mais reconhecidas do Acre — sendo destaque em estudos etnográficos como o livro “A Ginga na Terra do Aquiry”, fruto de uma pesquisa do Ifac e do Iphan, publicado em 2023 e relançado em 2024, que mapeia mestres, grupos e trajetórias da capoeira no estado.

Citações e relevância

O coordenador Ithamar Souza (Mestrando Malvado) reforça:

“Nosso objetivo é agregar crianças em situação de vulnerabilidade social… implementar um espaço comunitário para ocupação produtiva no contraturno escolar.”

Em Acrelândia, o lançamento oficial contou com cerca de 250 capoeiristas, presença de autoridades locais e apoio do Programa Acre Pela Vida, da Secretaria de Segurança Pública e do deputado Nicolau Júnior, destacando-se como exemplo de parceria entre sociedade civil e instituições públicas para promoção de cidadania

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Reportagem Portal Acre Conservador
*Com informações da Agência de Notícias do Acre

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